
A pandemia do coronavírus trouxe um problema adicional para as companhias aéreas: como manter tantos aviões parados sem que isso represente mais custos?
Para tentar resolver o problema, as empresas do setor querem que a Força Aérea Brasileira (FAB) libere, sem custos, áreas nas bases militares que servirão de estacionamento para as aeronaves que não estão sendo usadas.

Diante da forte queda da demanda, provocada pela escalada da pandemia do novo coronavírus, as companhias aéreas foram obrigadas a cancelar voos e encolher drasticamente a malha de serviços oferecidos, tanto doméstica, quanto internacional.
Voos cancelados
Globalmente, a IATA estima que as companhias aéreas precisam de um reforço de caixa de US$ 200 milhões para sobreviverem à drástica queda na demanda e a interrupção de voos pelos governos para conter a disseminação do coronavírus.
Desde meados de janeiro, 185 mil voos já foram cancelados em todo o mundo. No Brasil, só neste mês de março Gol, Azul e LATAM reduziram em cerca de 30% os voos domésticos, enquanto a oferta no internacional caiu 50%.
Flexibilização trabalhista
Segundo um executivo do setor, que pediu anonimato, as companhias querem evitar ao máximo as demissões e estão em negociação com os sindicatos da categoria para flexibilizar os contratos de trabalho. Elas têm custos em dólar, o que estrangula ainda mais o fluxo de caixa.
As aéreas também podem se beneficiar de outra medida anunciada na quarta (18) pelo governo, que prevê a redução de custos trabalhistas, com redução proporcional de salários e de jornada de funcionários.
Fonte: O Globo
