Internacional

Boeing emite alerta de segurança após queda de 737 MAX na Indonésia

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) emitiu comunicado nesta quarta-feira (7) afirmando que planeja emitir uma diretiva de aeronavegabilidade sobre a questão e que “tomará novas medidas apropriadas dependendo dos resultados da investigação”. A FAA notificou também outras agências reguladoras de todo o mundo, que normalmente seguem a liderança da agência americana em questões de segurança.

O boletim do manual de operações foi emitido na terça-feira, informou a Boeing em comunicado postado no Twitter, e pede que a tripulação use as diretrizes existentes ao lidar com entradas errôneas do chamado sensor de ângulo de ataque. Esse sensor é projetado para manter o fluxo de ar sobre as asas do avião, mas quando apresenta defeito pode gerar o chamado estol aerodinâmico — o que pode fazer com que a aeronave mergulhe abruptamente.

A Bloomberg News noticiou anteriormente que a Boeing estaria se preparando para emitir um alerta a operadores do jato 737 Max em resposta à investigação sobre a queda de um avião da Lion Air, em 29 de outubro, em que morreram 189 pessoas.

O boletim é baseado nas conclusões preliminares do desastre da Lion Air, segundo havia dito anteriormente uma pessoa a par do assunto à Bloomberg. Em algumas circunstâncias, por exemplo quando os pilotos conduzem o voo manualmente, os jatos Max tentam automaticamente empurrar o nariz da aeronave para baixo se detectarem a possibilidade de um estol aerodinâmico, disse a pessoa. Uma das formas básicas de um avião determinar a iminência de um estol é a medição do ângulo de ataque.

O avião 737 Max 8 da Lion Air caiu no mar de Java minutos após decolar do aeroporto de Jacarta, em um mergulho de nariz tão repentino que pode ter atingido uma velocidade próxima a 1.000 quilômetros por hora antes de bater na água. Momentos antes, os pilotos se comunicaram por rádio com terra pedindo para voltar para Jacarta, mas nunca efetuaram o retorno em direção ao aeroporto, segundo o Comitê Nacional de Segurança nos Transportes da Indonésia e dados de monitoramento do voo. O comitê informou que os pilotos lidaram com uma indicação equivocada da velocidade.

A investigação a respeito do que ocorreu com o avião da Lion Air “está em andamento e a Boeing continua cooperando plenamente e fornecendo assistência técnica a pedido e sob a direção de autoridades do governo que investigam o acidente”, informou a empresa em comunicado.

O jato relatou uma discrepância em seu sensor de ângulo de ataque durante um voo de Bali a Jacarta no dia anterior ao acidente. O dispositivo foi substituído em Bali depois que os pilotos relataram um problema com a leitura da velocidade, disse o órgão regulador da segurança de transporte da Indonésia nesta quarta-feira.

Fabricantes de aeronaves e de motores costumam enviam boletins às empresas aéreas ressaltando medidas de segurança e ações de manutenção que devem ser tomadas, a maioria delas relativamente rotineiras. Mas a urgência de um acidente fatal pode desencadear uma onda de avisos do tipo.

Fonte: Bloomberg

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