
Os primeiros caças F-16 adquiridos pela Argentina cruzaram o Atlântico rumo ao Cone Sul e receberam escolta de aeronaves Saab F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira durante parte da travessia sobre o território nacional.
A operação fez parte do translado das aeronaves argentinas, que chegaram à América do Sul após decolarem da Europa e cumprirem uma rota organizada em múltiplas fases.
A rota pelo Brasil
Os F-16 passaram inicialmente pela Base Aérea de Natal (BANT), ponto de entrada no Brasil durante o ferry flight.
A partir dali, seguiram em direção ao sul do país, enquanto os Gripen F-39E decolaram de Anápolis para realizar a escolta aérea prevista pelos protocolos de sobrevoo militar internacional.
Os caças brasileiros acompanharam a formação até a altura do Paraná, momento em que a missão de cobertura se encerrou.
Em seguida, os F-16 prosseguiram rumo à Base Aérea de Río Cuarto, na Argentina, onde encerraram o deslocamento intercontinental.
Antes, as aeronaves fizeram um voo sobre a capital Buenos Aires.
Momento importante para a aviação militar argentina
O país volta a operar aeronaves supersônicas após décadas com capacidades limitadas, resultado de um acordo junto à Dinamarca para a aquisição de 24 caças modernizados, cujo cronograma de entrega se estende até 2027.
Além da FAB e da Fuerza Aérea Argentina, a operação contou com apoio dos EUA, incluindo o uso de aeronaves de reabastecimento KC-135 da USAF, que garantiram autonomia à formação durante as etapas de longa distância.
Esse tipo de missão evidencia a importância da interoperabilidade entre forças aéreas e reforça a capacidade de resposta conjunta em cenários que exijam cooperação internacional.
A operação ganhou destaque pela combinação de fatores: a chegada de um vetor supersônico a um país vizinho, a presença dos Gripen brasileiros — aeronaves consideradas a principal plataforma tática da FAB — e a demonstração de alinhamento operacional entre nações da América do Sul.
Fonte: Sociedade Militar
