Comercial

Azul converte e personaliza Embraer 195 para site de comércio eletrônico

O Mercado Livre continua a expandir suas parcerias com as companhias aéreas para agilizar suas entregas em todo o país. Desta vez, o destaque é para a parceria com a Azul, que converteu para cargueiro o Embraer ERJ-195AR matrícula PR-AYJ. O jato recebeu uma pintura padrão da Azul com identidade visual da varejista nas cores amarelas.

A aeronave decolou no final da manhã deste domingo (12) do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), para Campinas, em São Paulo (SP). Ainda não foi divulgado a data que o PR-AYJ entrará na malha da companhia.

Embraer ERJ-195AR PR-AYJ

O acordo entre o marketplace e a Azul foi firmado em 2019, a primeira do tipo do Mercado Livre, que visava fugir da dependência do Correios. A Sideral Linhas Aéreas também possuia aeronaves com a pintura do site mas encerrou a parceria.

Gol

A Gol Linhas Aéreas também possui parceria com o Mercado Livre e conta até o momento com dois Boeing 737-800 pintados nas cores da empresa de e-commerce.

O acordo durará 10 anos e prevê uma ampliação de três para nove aeronaves dedicadas de forma exclusiva ao e-commerce, a fim de triplicar a capacidade de voos ao redor do Brasil. Da nova inclusão, três chegarão ao longo de 2023.

De acordo com os executivos do Mercado Livre, o acordo prevê a opção de mais seis aviões adicionais até o ano de 2025.

O objetivo será reduzir em até 80% o tempo de entrega em regiões como Norte – especialmente Manaus –, Nordeste e algumas cidades mais distantes de Sul e Sudeste. Onde o período seria entre sete e oito dias, diminuirá para dois dias. A previsão é de ampliação de 10 milhões para 40 milhões de pacotes entregues por via aérea a cada ano.

Manaus (AM): de 8-9 dias para 1-2 dias;
Belém (PA): de 4-6 dias para 1-2 dias;
Fortaleza (CE), São Luís (MA), Teresina (PI), Recife (PE), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Salvador (BA): de 3-4 dias para 1-2 dias;
Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT): de 2 dias para 1 dia.

Do lado do Mercado Livre, acontecerá uma economia de R$ 25 milhões este ano e R$ 75 milhões em 2023, uma vez que vários custos logísticos não existirão com as aeronaves próprias. Já do lado da GOLLOG, a estimativa é gerar R$ 100 milhões de receita ao longo deste ano, com um total de R$ 1 bilhão no acumulado dos próximos anos.

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