Militar

FAB confirma compra de dois Airbus A330 da Azul

A edição do Diário Oficial de quarta (6) traz a confirmação da compra de dois jatos Airbus A330-200 pertencentes à Azul S.A (holding que controla a companhia aérea) pela Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com a publicação, as aeronaves serão adquiridas pela FAB por US$ 80,6 milhões (equivalente a R$ 378,4 milhões na cotação atual).

A Azul foi a única empresa que apresentou uma proposta em resposta a licitação internacional da FAB lançada em janeiro deste ano para a aquisição dos A330. A compra dos jatos de grande porte integram o programa KC-X3, que consiste na aquisição e modificação dos jatos para propósitos militares.

Os aviões serão convertidos para o padrão MRTT (Multi-Role Tanker Transport) da Airbus, com adaptações para missões de transporte e operações de reabastecimento aéreo com outras aeronaves.

O edital elaborado pela Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington pedia dois jatos Airbus A330-200 de segunda mão, fabricados após 2014 e compatíveis com as mudanças exigidas para o padrão MRTT. As aeronaves também não podiam ter mais de 28 mil horas de voo e 4,2 mil ciclos. Outro requisito da licitação restringe os modelos equipados apenas com motores turbofans Rolls-Royce ou General Electric.

Após a assinatura do contrato, a empresa irá seguir os termos de entregas das aeronaves, o que ocorre ainda esse ano”. Segundo os termos do edital, a primeira aeronave da Azul deve ser entregue à FAB em até 90 dias após a assinatura do contrato e o segundo aparelho, em 150 dias.

Entre os oito A330 com registros da Azul atualmente, apenas um se encaixa na descrição do edital, o modelo com matrícula PR-AIS, originalmente recebido pela Avianca da Colômbia em 2014 e que chegou a voar pela extinta Avianca Brasil. A companhia aérea, no entanto, ainda não esclareceu se o modelo em questão será destinado à FAB. Sobre a segunda aeronave, a empresa confirmou que vai executar a opção de compra de um A330 que atenda os requisitos do edital e posteriormente irá repassá-lo à Força Aérea.

Os custos com a conversão para o padrão MRTT ainda não foram divulgados pela FAB, que pretende contar com aviões-tanque com alcance bem superior ao dos KC-390, da Embraer.

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