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Queda de aeronave deixa 2 mortos em Bebedouro

Dois homens morreram na queda do ultraleve avançado Europa prefixo PP-XDB na manhã de domingo (27) em Bebedouro (SP).

Segundo as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, o acidente foi em uma área entre a pista do Aeroporto Municipal Comandante Luís Martins de Araújo e a Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326).

A corporação ainda afirmou que a aeronave é um monomotor experimental, com capacidade para transportar apenas piloto e passageiro.

Equipes dos Bombeiros estão no local. A área da queda foi isolada e os trabalhos foram concentrados em evitar um princípio de incêndio, já que houve vazamento de combustível.

Testemunhas que estavam no Aeroporto no momento do acidente disseram que a aeronave parou para abastecer e, na sequência, tentou decolar de uma cabeceira e abortou.

Depois, o avião tentou decolar de outra, subiu poucos metros, mas o motor parou e ele caiu.

Segundo os Bombeiros, a perícia científica e a Polícia Civil estiveram no local para colher os primeiros dados. Os corpos foram liberados para o Instituto Médico Legal (IML) de Barretos (SP). A Aeronáutica é aguardada no local para perícia técnica.

Detalhes

O motor da aeronave apresentou falhas na primeira das duas tentativas de decolagem na pista do Aeroporto Municipal, afirma o presidente do aeroclube da cidade de Bebedouro, Ângelo Sérgio Hermini.

Ele conta que viu o momento do acidente e ouviu ruídos no monomotor em que estavam o piloto Renan Trombini, de 23 anos, e o médico Marcionil Vieira, de 52. Depois daquela primeira manobra, a aeronave abortou, fez uma segunda tentativa, mas acabou caindo.

“Ele [piloto] se dirigiu até a cabeceira 3-Uno do aeroporto e iniciou uma decolagem. Foi quando nós presenciamos – nós costumamos dizer pipocos no motor – três cortes, três falhas de motor durante a corrida. Ele abortou essa decolagem e se direcionou à pista oposta, a cabeceira Uno-3, e tentou uma nova decolagem. Foi quando ele passou já próximo aqui da frente do hangar onde nós estávamos, percebemos que foi uma decolagem com pouca potência”, disse Hermini.

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o avião tinha saído de Cotia (SP) com destino a Itumbiara (GO), e, momentos antes de seguir viagem, havia parado no aeroporto de Bebedouro para abastecer.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, por nota, “que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-XDB, no domingo (27), em Bebedouro”.

Ainda segundo a FAB, neste momento, os agentes identificam indícios, fotografam cenas, retiram partes da aeronave para análise, ouvem relatos de testemunhas, além de reunir documentos e mais. Não há prazo previsto para conclusão dos trabalhos, que dependem da complexidade da ocorrência.

Falhas, fumaça e perda de potência

O presidente do aeroclube conta que, no fim de semana, ele e outros pilotos estavam acampados no aeroporto para um treinamento e viram toda a movimentação que resultou na queda. Ele afirma que, no dia anterior foi contatado pelo responsável pelo voo para confirmar a disponibilidade de combustível no terminal.

“Recebemos uma ligação do comandante dessa aeronave que estaria em traslado decolando de Cotia, São Paulo, e precisava fazer o abastecimento aqui em Bebedouro pra continuar a viagem. Então nós confirmamos que tinha o abastecimento aqui”, diz.

Como previsto, segundo Hermini, o monomotor fez a parada e foi abastecido antes de retomar a viagem.

O presidente do aeroclube relata que, logo na primeira tentativa de decolagem, ouviu os ruídos do motor, mas o piloto, depois de abortar a manobra, mudou de pista e tentou mais uma vez subir com a aeronave.

Desta vez, além de ver uma fumaça sendo expelida, Hermini conta que percebeu a aeronave perdendo força e altura.

“A gente costuma dizer na aeronáutica que o avião saiu mole, saiu em uma velocidade de pré-estol. Mais a frente nós começamos a observar saindo fumaça do escapamento do avião e, nesse momento, começou a afundar mais, demonstrando talvez uma perda de potência maior”, diz.

Segundo ele, o piloto ainda iniciou uma manobra de retorno à pista, mas já era tarde.

“O comandante então deve ter tomado por decisão retornar pro aeroporto, fazer o pouso de emergência e a hora que ele iniciou a curva pra retornar pra pista ele estolou e entrou num parafuso e veio colidir ao solo.”

Fonte: G1

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