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Grupo faz arrastão em aeroporto e foge com aviões

Uma força-tarefa policial investiga o roubo de três aeronaves e a tentativa de levar outras do aeroporto de Aquidauana, região oeste do estado. Segundo a polícia, ao menos 18 criminosos estiveram no local na madrugada desta segunda-feira (6). O grupo rendeu o vigia do aeroporto e o obrigou a abastecer os aviões.

Foram levados os seguintes aviões:

– Bonanza V35b matrícula PT-ING, de propriedade do pecuarista e ex-prefeito de Aquidauana José Henrique Trindade;
– Cessna Skylane matrícula PT-KDI, do pecuarista Zelito Alves Ribeiro e de seu sócio, Joel Jacques;
– Cessna Skylane matrícula P-TDST, do cantor Almir Sater

Ainda segundo a polícia, o caso ocorreu por volta das 2h (de MS). Como não havia iluminação, os homens entraram pelos fundos e, de início, tentaram levar uma aeronave. Na sequência, eles renderam o vigia e o obrigaram a fazer o abastecimento, amarrando o homem em seguida e fugindo.

Uma testemunha já conversou com a polícia. Ela disse que chegou a escutar o barulho do momento em que levantavam voo, porém, achou que fosse alguma emergência médica e, por isso, não foi verificar.

Prisão

A prisão de dois participantes do crime levou à polícia até “Lino” como a pessoa que comandava a quadrilha, que tem pelo menos 10 pessoas já identificadas. Conforme os depoimentos de dois envolvidos que foram presos pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque), Roger Breno Wirmond dos Santos, 22 anos, e Cristhofer Cristaldo Rocha, de 21 anos, o foragido dava as ordens por chamada de vídeo, de um local desconhecido.

Diante das informações, o juiz Alexsandro Motta, de Aquidauana, converteu a prisão de Roger e Cristhofer em preventiva e também concedeu ordem para captura de para Laudelino Vieira e mais três homens.

São eles Lázaro da Silva Ramirez, em nome de quem estava a casa identificada pela polícia como base do bando, Ivanildo da Silva Dias, e Kevin Moreno, esse último de nacionalidade boliviana.

Quem também está na mira

A Polícia Civil possui ao menos 10 pessoas na mira envolvidas no “arrastão” no aeroporto de Aquidauana, na região oeste do estado. São ao todo os dois jovens presos e, assim como eles, mais 4 tiveram a prisão preventiva decretada e outros 4 na qual a investigação diz “estar trabalhando” na identificação.

Ao G1 a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelas investigações, ressaltou que entre as pessoas identificadas está o “mentor intelectual, o gerente operacional e alguns estrangeiros” envolvidos na atividade criminosa.

“Nós temos um grupo expressivo de autores que atuam nesta organização criminosa, incluindo moradores da cidade e alguns estrangeiros que compõem o cenário criminoso. O líder intelectual seria alguém que está fora do país e o outro um foragido brasileiro faccionado. Já o gerente operacional seria um morador da cidade e que estava recrutando pessoas”, explicou Medina.

Dias antes da ação criminosa, ainda conforme a polícia, os bandidos monitoraram a rotina do local, bem como tiraram fotos e alguns, após a ação, ficaram acompanhando a movimentação policial para avisar a quadrilha.

“Estamos preservando algumas informações porque temos a possibilidade de recuperar as aeronaves e estamos aguardando. A investigação está em andamento e houve ali uma disposição geográfica, então, fica o alerta”, comentou a delegada.

Os dois jovens presos já prestaram depoimento. Eles são de Anastácio. No depoimento, ambos negaram envolvimento no dia dos fatos, porém, confessaram a participação no planejamento, fornecendo arma e informando sobre possíveis rotas, por exemplo.

Ameaças

Rendido durante o roubo dos aviões na madrugada de segunda-feira (6), o vigia do aeroclube de Aquidauana contou que os bandidos jogaram combustível nele. “Eles jogaram combustível em mim. Me ameaçavam o tempo todo. Fiquei nervoso, com medo”, resumiu o vigia do local há 23 anos.

O vigia falou ainda que ao ser rendido, acreditou que os bandidos queriam dinheiro dele. “Eu disse: rapaz, eu não tenho dinheiro. Tenho 100 reais na carteira. Aí ele falou: pode ficar sossegado. Nós só quer avião”. Depois disso, fizeram mais ameaças, jogaram combustível e fugiram. “Pegaram três aviões e saíram. Saíram no escuro. Um atrás do outro”, conta.

Antes de decolarem com as aeronaves, os suspeitos fizeram o abastecimento e, segundo o vigia, toda a ação durou cerca de uma hora.

Fonte: G1

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