
A FAB decidiu cancelar a licitação que faria de um Boeing 767-300ER que seria usado pela força durante três anos.
Como resposta, a FAB disse que o motivo do cancelamento foi em virtude das mudanças que o setor da aviação comercial vem passando por causa da pandemia e pelo motivo das demandas que seriam feitas com o Boeing 767 poderem ser atendidas com o KC-390.
Ao todo a FAB tem hoje três unidades do KC-390, mas o lote total do cargueiro militar será de 28 unidades.
Em 2016 a FAB usou de forma de aluguel um Boeing 767-300ER. Durante os anos de uso o 767 foi chamado de C-767 e ganhou a matrícula de “FAB 2900”. O valor total da licitação foi de US$ 28 milhões e a empresa selecionada foi a Cloud Aria.
Mas o uso do C-767 durou até o ano passado. Uma das justificativas do cancelamento foi que a aquisição da aeronave não estava prevista nos orçamentos da pasta.
No entanto, ainda no ano passado a FAB decidiu fazer um novo leasing para o aluguel de um novo Boeing 767-300ER que seria usado por três anos. O valor porém seria maior, cerca de US$ 41 milhões.
Essa valor foi inclusive questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que barrou a licitação alegando que a aeronave sairia muito cara para os cofres públicos. Tal decisão deve ter contribuído para a desistência de um novo Boeing 767.
Na questão do “767 vs KC-390”, o cargueiro da Embraer cumpre as funções que os 767-300ER cumpririam, como evacuação aeromédica, transporte de tropas, e cargas.
Além disso, o KC-390 poderia fazer missões únicas como transporte de veículos, lançamentos de paraquedistas e missões de reabastecimento em voo (REVO).
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