
Atualizado 10/6 as 12h19 – O Boeing 747-406F(ER) da KLM Cargo matrícula PH-CKB, voo MPH7762 operado pela Martinair, havia decolado do Aeroporto de Campinas (VCP) às 9h45 com destino a Lima, no Peru, quando interrompeu a subida na altitude de 19000ft.
A aeronave manteve a altitude cerca de meia hora após a decolagem e solicitou retorno. Antes de retornar para o aeroporto, o Boeing 747 iniciou orbitas próximo a Avaré, no interior de São Paulo, para alijamento de combustível.

Foto do 747 da KLM Cargo alijando combustível – Fonte: Redes Sociais
Após diminuir o peso para pouso, o ACC-BS (frequência de rádio do Centro Brasília) indagou se era possível a tripulaçõa cumprir a chegada (STAR) Gekiv 1A da pista 33 de Viracopos, recebendo resposta afirmativa, transferindo o voo para o APP (controle de aproximação) Academia.
Durante a aproximação final e já na frequência da torre, a tripulação solicitou à controladora uma inspeção do trem de pouso pelo Corpo de Bombeiros após a desaceleração. O pouso aconteceu as 11h39 local.
Após o pouso, a aeronave aguardou no final do pista a inspeção do trem de pouso antes de iniciar o táxi para o pátio. A torre Campinas informou que havia fumaça no trem de pouso esquerdo da aeronave, mas sem fogo e sem vazamento de fluídos.
Fonia MPH7762:
Problema hidraúlico
Segundo o The Aviation Herald, quando o Boeing 747-400 atingiu 19.000 pés, a tripulação recebeu do computador de bordo um aviso de avaria nos flaps.
Para assegurar de que se tratava de um problema real, eles reduziram a velocidade e fizeram um teste segundo o manual da aeronave. Ao constatarem que, após o teste, o computador voltou a indicar o problema, não havia outra alternativa senão desviar o voo para o aeroporto mais próximo.
Os pilotos ainda declararam emergência antes da aterrissagem já que pousariam acima da velocidade padrão. O pouso teria ocorrido a uma velocidade de 190 nós – a velocidade típica de pouso gira em torno de 135 a 155 nós para essa aeronave, dependendo das condições do aeroporto e da aeronave.
Após a aterrissagem, o avião ainda permaneceu por algum tempo numa taxiway antes de seguir até o pátio do aeroporto, por conta de um elevado aquecimento dos freios, bastante requisitados em função do pouso em alta velocidade.
Depois disso, a aeronave ficou no solo de Campinas por 45 horas, em manutenção, antes de prosseguir seu voo à Lima, no Peru.
Foto e video: Viracopos Full HD

