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Grupo Itapemirim recebe aporte para criação de companhia aérea no Brasil

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), afirmou que oito empresas que participaram da missão empresarial aos Emirados Árabes Unidos fecharam negócios que devem movimentar US$ 3,2 bilhões (R$ 14 bilhões) para companhias paulistas nos próximos 12 meses.

Apenas o empresário Sidnei Piva, presidente da Itapemirim, anunciou um aporte de US$ 500 milhões (R$ 2,1 bilhões) de um dos fundos soberanos dos Emirados Árabes Unidos. Piva preferiu não informar se ele fechou negócio com o Adia (Abu Dhabi Investment Authorit) ou o Mubadala.

O empresário havia embarcado com a comitiva do governo de São Paulo em busca de investidores para alavancar frota de ônibus e ter sua companhia aérea.

Segundo Piva, o montante será investido sobretudo para a criação da companhia aérea do grupo, que deve receber a primeira aeronave comercial de passageiros em 2021.

Já foram encomendadas 35 aeronaves da Bombardier com dois tipos de configuração: 15 com capacidade para cerca de 80 passageiros e o restante para cerca de 100.

O empresário pretende oferecer um serviço integrado de ônibus e avião para transporte de carga e passageiros. “Algo que não existe em outro lugar do mundo”, afirmou.

O projeto de Piva também contempla participar das duas concessões dos 21 aeroportos regionais do estado. “Nossa meta é adquirir um ou os dois lotes do que o governo de São Paulo acaba de lançar”, disse.

Compra da Passaredo

Em março de 2017, o grupo Itapemirim – já em recuperação judicial e sob o comando dos empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia – comprou a empresa de aviação regional Passaredo (hoje Voepass). A ideia na época também era integrar rotas de avião e de ônibus. A aquisição, no entanto, acabou cancelada em setembro do mesmo ano por falta de cumprimento de cláusulas do contrato por parte da Itapemirim.

Outras tentativas

Se o negócio sair do papel, essa seria a terceira tentativa do Grupo Itapemirim de ter uma companhia área. Na gestão de Camilo Cola, na década de 1990, a empresa fundada em Cachoeiro de Itapemirim-ES chegou a criar a Itapemirim Cargo, que operou em várias cidades do país até perder o registro em 2000.

Recuperação judicial

A Itapemirim está em recuperação judicial desde março de 2016, quando o grupo alegou ter R$ 336,49 milhões em dívidas trabalhistas e com fornecedores, além de um passivo tributário de cerca de R$ 1 bilhão. O plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores em abril de 2019 e, desde então, a companhia tem realizado leilões para pagar as dívidas.

Empresas associadas

O escritório de São Paulo em Dubai também já possui nove empresas entre suas associadas. Para fazer parte da iniciativa é preciso pagar uma anuidade de US$ 15 mil (R$ 65 mil) por no mínimo dois anos.

“A empresa se associa e passa a receber uma série de serviços básicos. Vamos ter também uma série de produtos de prateleira e com prestação de serviço adicional. Isso tem funcionado muito bem no escritório da China e vamos fazer o mesmo aqui”, disse Wilson Mello, presidente da InvestSP.

João Doria diz que a meta é chegar a 30 empresas associadas até abril. “Não tem almoço grátis. As empresas devem fazer esse investimento”, disse o governador.

Fontes: Folha de SP / Infomoney

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