
O piloto do Cessna 208 Caravan matrícula PR-MPE envolvido em um acidente aéreo no arquipélago Anavilhanas, distante 50 quilômetros de Manaus, em outubro de 2017, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). O piloto não realizou as checagens de segurança obrigatórias antes do voo e simulou pouso na água, fazendo com que o avião capotasse e submergisse no rio, de acordo com a denúncia do MPF. Na ocasião, a ativista ambiental sueca Carolina Steiser morreu durante a tentativa de pouso.
O avião anfíbio, a serviço do Greenpeace, deveria aterrissar no rio Negro para que o piloto e os quatro passageiros almoçassem em um local próximo. A passageira Carolina Steiser passou mal e ficou decidido que a aeronave retornaria a Manaus e não haveria mais o pouso no rio.
Depois de melhorar, a passageira pediu que o piloto “realizasse um procedimento de tocar na água e em seguida arremeter”, conforme depoimento do próprio piloto após o acidente. O MPF destaca, na denúncia, que o procedimento de arremeter é realizado unicamente quando não há condições favoráveis para pouso, o que não era o caso.

Para a aterrissagem na água, é necessário que o trem de pouso da aeronave esteja recolhido. O avião havia passado por manutenção programada pouco antes do acidente e, para verificação do trem do pouso, o disjuntor do equipamento foi desligado e não religado após o procedimento.
O piloto deveria ter identificado o desligamento do disjuntor e religado o equipamento em uma das checagens obrigatórias pré-voo – o que não ocorreu.
Ao descer a aeronave para realizar o toque na água, o pilotou acreditou que o trem de pouso estava recolhido, já que a alavanca do trem de pouso estava para cima, mas, como o disjuntor não foi religado, assim que o avião tocou na água o trem de pouso fez com que a aeronave capotasse.
Fonte: A Critica
