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Piloto e mecânico são presos na Venezuela com combustível ilegal

O piloto Luzimar Cassius Nastick, de 40 anos, e o mecânico Jeferson Pontes Gonçalves, de 29 anos, foram presos pela Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela, na região de Cojedes, em um Embraer EMB-810C Seneca II matrícula PT-EZU com combustível ilegal. Estavam em uma pista clandestina, que teve testes positivos para a presença de vestígios de cocaína, assim como a aeronave.

A suspeita é que operassem na rota do transporte de cocaína vinda da Colômbia, passando pela região norte do País, com entrada no Brasil pelos estados do Amazonas, Roraime e Acre.

Eles foram flagrados na zona rural da cidade de Guasimo Mayita em uma aeronave bimotor com 480 litros de combustível de combustível ilegal. Segundo os jornais venezuelanos informaram, pousaram no local por falta de combustível na aeronave sem bandeira, de prefixo PT-EZU, que está em nome de uma brasileira, não identificada. A prisão ocorreu em 16 de novembro.

Conforme a delegada titular da Deco, como não há identificação de crime em solo brasileiro, as apurações são feitas todas na Venezuela.

Já haviam pousado em Campo Grande com dinheiro no avião

Eles trabalhavam nos aeroportos Teruel e Santa Maria, e a suspeita é de que tenham usado o conhecimento técnico adquirido em benefício do tráfico de drogas.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), unidade credenciada para apurar delitos relacionados com a aviação civil, desde novembro a Polícia Civil apurava o sumiço dos dois e acreditava que pudessem estar envolvidos com narcotraficantes.

“A gente trabalhava inicialmente em cima das denúncias do desaparecimento, até para poder dar uma satisfação à família, pois não sabíamos se estavam com vida ou não”, disse. No entanto, a partir do desaparecimento, a polícia passou considerar a possibilidade de ligação com o transporte de drogas.

“Começamos a cruzar os dados com relação à postura, comportamento e troca de bens deles. Começamos a imaginar o cenário, até porque soubemos que tinham pousado aqui com dinheiro a bordo”, afirmou, lembrando que a Deco trouxe a tona três possibilidades.

A primeira era de que eles sofreram acidente na fronteira, a segunda era de que pudessem estar detidos pela própria organização e a terceira, que acabou se confirmando, era de que poderiam estar presos em outro país. “Entramos em contato com a Bolívia, Paraguai e Argentina, mas faltou a Venezuela”, lembrou.

Prisão

Equipes da Guarda Nacional da Venezuela receberam informações sobre a aeronave, que fazia sobrevoos na área rural. Quando os tripulantes pousaram, foram abordados e foi descoberto que não levavam documentos e nem tinham plano de voo.

Eles teriam feito o pouso após ficarem sem combustível e, na aeronave foram encontrados 8 galões de 60 litros de combustível para avião. Foi feito teste químico na aeronave, que identificou rastros de cocaína, qualificando o tráfico de drogas. A dupla acabou presa por tráfico e transporte de droga, além de associação criminosa.

Eles estiveram presos no Destacamento 321 da Guarda Nacional em San Carlos, mas não há detalhes se foram encaminhados a um presídio. A aeronave também foi apreendida preventivamente e a princípio seria pertencente a uma mulher, moradora no Estado de São Paulo.

Fontes: Campo Grande News / Página Brazil

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