Internacional

Avião da Ukraine International Airlines cai após decolagem no Irã

Atualizado 9/1 as 11h52 – O Boeing 737-8KV prefixo UR-PSR da UIA Ukraine International Airlines, voo PS-752, caiu pouco depois de decolar na cidade de Tehran, capital do Irã, na manhã desta quarta (8). O acidente ocorreu por volta das 6h15, no horário local (23h45 de terça, 7, no horário de Brasília).

De acordo com a Organização de Aviação Civil do Irã, 176 pessoas morreram, sendo 9 tripulantes e 167 passageiros. Entre as vítimas estão 82 iranianos, 63 canadenses, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três britânicos e três alemães.

A aeronave tinha como destino o aeroporto de Kiev, na Ucrânia..

Um suposto video compartilhado nas redes sociais mostra a queda da aeronave.

Autoridades ucranianas recuaram em relação à suposta causa do acidente

A princípio, autoridades da Ucrânia e do Irã disseram suspeitar que o acidente tivesse sido provocado por falhas mecânicas. Posteriormente, os ucranianos mudaram de postura e se recusaram a oferecer uma possível causa da queda, enquanto as investigações continuam em andamento.


A queda do Boeing, fabricado em 2016, ocorreu horas depois de o Irã lançar ontem um ataque com mísseis contra bases utilizadas por tropas americanas no Iraque.

Irã não entregará caixas-pretas

A Organização da Aviação Civil do Irã anunciou que não entregará à Boeing e a investigadores americanos as caixas-pretas da aeronave.

A Convenção Internacional de Aviação Civil, da qual o Irã é signatário, prevê que fica responsável pela investigação o país onde a aeronave caiu (ou de onde ela partiu). Nesse caso, o Irã. Porém, a convenção prevê que o país fabricante (os EUA) e a empresa que o produziu, que é a Boeing, participem da investigação e tenham acesso às informações das caixas-pretas imediatamente.

Ali Abedzadeh, diretor da agência iraniana, afirmou que a investigação será feita no Irã, conforme prevê a Convenção. Os representantes da Ucrânia estarão envolvidos nesse processo, mas ele descartou entregar os equipamentos à fabricante Boeing e às autoridades americanas.

“Não daremos as caixas-pretas para o fabricante [Boeing], nem para os americanos”, afirmou o diretor dessa agência iraniana, Ali Abedzadeh, citado pela agência de notícias Mehr. No entanto, ele não deixou claro se o Irã permitirá que os americanos acompanhem o inquérito.

As normas internacionais ainda preveem que também acompanhem a investigação, o país onde a aeronave pousaria (neste caso, a Ucrânia), países com fabricantes de peças do avião e países com passageiros que morreram na tragédia.

Relatório inicial

Segundo um relatório inicial da autoridade iraniana de aviação civil divulgado na quinta (9). As 176 pessoas que estavam a bordo morreram.

“O avião que se dirigia, a princípio, para o oeste para sair da zona do aeroporto, girou para a direita, devido a um problema, e estava no caminho de regresso ao aeroporto quando caiu”, explicou o Organização da Aviação Civil iraniana.

Testemunhas presenciais relataram um incêndio no Boeing 737 que se intensificou. Essas testemunhas acompanharam a decolagem do avião ou estavam em uma outra aeronave que voava em maior altitude do que o Boeing no momento da tragédia.

Ucrânia quer investigar míssil russo

A Ucrânia é um dos países que participa das investigações sobre a queda do avião. O secretário do conselho de segurança nacional ucraniano, Oleksiy Danylov, informou que investigadores de seu país querem buscar possíveis destroços de um míssil russo no local do acidente depois de ler informações sobre isso na internet.

Os ucranianos investigam também a possibilidade de o avião ter colidido com um drone ou com outro objeto voador, problemas técnicos provocados por explosão ou ação terrorista dentro da aeronave.

Mínima probabilidade de erro

Na quarta (8), o vice-diretor de operações da Ukrainian International Airlines, empresa proprietária do avião, afirmou que a probabilidade de que um erro da tripulação tenha provocado a tragédia é mínima.

“O aeroporto de Teerã não é nada simples. Portanto, há vários anos a UIA utiliza esse aeroporto para realizar treinamento em aeronaves Boeing 737, com o objetivo de avaliar a proficiência e a capacidade dos pilotos de atuar em casos de emergência. Segundo nossos registros, a aeronave subiu até 2.400 metros. Dada a experiência da tripulação, a probabilidade de erro é mínima. Nem sequer consideramos essa chance”, diz o comunicado.

Fontes: Associated Press / G1

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