
Em 2020, um voo será realizado em data ainda a ser confirmada, quando um Airbus A350-1000 da fabricante voará atrás, a cerca de 1,5 milha náutica (~2,78 km) de distância, de outra aeronave comercial de um dos seus clientes, com objetivo de entender se é possível economizar combustível enquanto mantém a segurança do voo. Hoje, no espaço aéreo controlado em rota, o padrão de separação horizontal entre aeronaves que voam na mesma altitude é de 5 nm (9260 m).
Um estudo recente apresentado pelo Conselho Internacional de Coordenação das Associações das Indústrias Aeroespaciais e pela ICAO discutiu os princípios da formação em voo para a aviação comercial.
A estratégia consiste em replicar a mesma maneira como os pássaros voam em um bando. O avião atrás seguirá na corrente residual gerada pelo arrasto da aeronave principal, que voa na frente, o que significa que (em teoria) usará menos força para gerenciar o seu arrasto, portanto usando menos combustível.
O documento declara assim: “o princípio baseia-se em coletar uma parte da energia do vórtice de esteira gerado por uma aeronave líder, “surfando-a de verdade. Assim, posicionar uma aeronave de maneira correta na área em que o vórtice empurra o ar para cima permite que a aeronave de trás economize mais de 10% de combustível”.
Ganho
Na superfície, uma redução de 10% nas emissões de combustível parece ótima. Isso significa que menos gases nocivos são bombeados para a atmosfera e os voos de longo curso serão mais lucrativos para as companhias aéreas, operando com um custo reduzido de combustível.
No entanto, quanto de diferença é realmente 10%? De acordo com este artigo interativo do The Guardian, um voo transatlântico de Nova York para Londres produz cerca de 986 kg de CO2 por passageiro. É mais do que as pessoas produzem por ano em 56 países ao redor do mundo, incluindo a maioria dos países do continente africano.
Fonte: AeroIN
