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Embraer anuncia recall dos jatos executivos Phenom 300

A Embraer anunciou nesta quarta (13), em carta aos clientes, uma espécie de “recall” dos jatos executivos Phenom 300. Assinado pelo presidente da unidade de serviço e suportes da empresa, Johann Bordais, o documento destaca que foram relatados casos de corrosão nas massas de balanceamento dos profundores que podem provocar perda de controle da aeronave.

A chamada para revisão dos jatos envolve um terço da frota de 500 aviões em operação. Ou seja, 166 aeronaves, terão de passar por essa manutenção preventiva. Um grupo terá de fazer a revisão nos próximos três dias. Os demais ao longo de 60 dias, conforme a carta.

Clique no link para acessar o boletim BR-2019-11-08: https://ad.easa.europa.eu/blob/BR-2019-11-08.pdf/EAD_BR-2019-11-08_1

Publicação da Anac na integra

Após relato de ocorrência recebido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre desgastes em peças de balanceamento das aeronaves Embraer EMB-505, modelo Phenom 300, a Agência emitiu, na quarta (13), uma Diretriz de Aeronavegabilidade (DA) sobre o assunto. A decisão determina que, nos casos em que são encontrados desgastes nas peças indicadas, a aeronave fica impedida de voar enquanto não forem realizadas as ações de manutenção corretivas estabelecidas pela fabricante.

Sobre o tema, a fabricante Embraer havia emitido o Boletim de Serviço Alerta (SB 505-55-A004), de 30 de outubro de 2019, aplicável a um conjunto de aeronaves específicas, requerendo inspeções adicionais para coletar informações e garantir a segurança operacional dessas aeronaves. Após obter mais informações, a Embraer emitiu revisões ao SB 505-55-A004, com o objetivo de eliminar a condição de desgaste de forma mais imediata nas aeronaves com maior tempo em operação e mais expostas à condição de desgaste, o que ensejou a emissão da DA pela ANAC.

A Diretriz de Aeronavegabilidade é o documento mundialmente utilizado para impor novos procedimentos de manutenção para aeronaves que já estão em operação, sendo o procedimento padrão quando se identificam questões não previstas durante a certificação da aeronave. Ela é de cumprimento mandatório para todos os operadores, tanto no Brasil como, assim que adotada, nos demais países onde aeronaves especificadas na DA estejam em operação.

A autoridade de aviação civil onde o projeto da aeronave foi desenvolvido é a responsável primária por emitir essas instruções de cumprimento mandatório sempre que identificar uma situação insegura afetando aeronaves. No Brasil, é a ANAC a responsável por emitir a comunicação aos demais países nos quais aeronaves de fabricantes brasileiras também operam, cabendo a estes países considerar a adoção destas instruções mandatórias.

Fontes: ANAC / Exame

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