
A Qantas, maior companhia aérea australiana, fará nesta sexta (18) o primeiro voo teste do Projeto Sunrise, como foi batizado o plano de conectar, sem escalas, Sydney a Nova York e Londres.
O voo entre Nova York e Sydney será usado pela empresa como um grande laboratório, a fim de avaliar a resposta de passageiros, pilotos e comissários ao teste físico de estar confinado em um avião durante 19 horas e 30 minutos.
Será o voo mais longo do mundo, ultrapassando a rota Singapura-Nova York, que a Singapore Airlines retomou em outubro de 2018 com um Airbus A350-900ULR (sigla de Ultra Long Range, ou alcance ultralongo).
Apenas 40 pessoas, já incluídos os tripulantes, estarão a bordo do Boeing 787-9 Dreamliner da Qantas que vai decolar de Nova York nesta sexta e pousará na Austrália na manhã de domingo (20), no horário local.
A comida do serviço de bordo, o sono dos passageiros e o cérebro dos pilotos serão monitorados, por isso o número limitado de ocupantes desse primeiro teste. As bagagens a bordo também serão reduzidas, para diminuir o peso da aeronave e estender ao máximo o alcance do avião.
Tudo isso porque a Qantas ainda não decidiu qual modelo fará as rotas do Projeto Sunrise quando o programa for oficialmente colocado em operação.
Duas opções estão sobre a mesa: o já A350-900ULR da Airbus, usado pela Singapore, e o 777X, nova geração do popular modelo da Boeing, que terá novos motores para permitir uma maior autonomia de voo. O avião da Boeing, porém, ainda está em fase de testes e seu primeiro voo foi adiado para 2020.
A Qantas afirma que até o fim deste ano deve informar a escolha da aeronave, com estimativa de iniciar os voos comerciais até 2022.
Assim, os três voos teste que a companhia pretende realizar neste ano serão cruciais para a definição da viabilidade comercial do projeto -o voo entre Londres e Sydney terá duração ainda maior, de 20 horas e 30 minutos.
Uma vez estabelecido, o Projeto Sunrise deve focar no passageiro corporativo, disposto a pagar mais por um voo que lhe poupe o tempo de uma escala em um aeroporto no meio do caminho.
Empresa aposenta o último Beoing 747-400
A Qantas Airways retirou de serviço seu último Boeing 747-400, matrícula VH-OJU, que realizou o derradeiro voo entre Sydney, na Austrália e Los Angeles, nos Estados Unidos. O avião era o último da série -400 padrão, restando agora na companhia australiana apenas as versões de alcance estendido.

O avião realizou seu primeiro voo em janeiro de 2000, sendo imediatamente incorporado a frota da Qantas, que operou o avião em suas principais rotas internacionais. O último voo foi considerado a despedida do 747 para a companhia, que disponibilizou todos os 364 assentos para resgate com milhas, anunciando a data da despedida do avião com vários meses de antecedência. Segundo a Qantas, todos os 58 assentos da classe executiva e os 36 da econômica premium estavam ocupados, mas aproximadamente 100 lugares na classe econômica estavam vagos no último voo.
O VH-OJU era o último 747-400 da frota da Qantas e foi repassado para a Rolls-Royce, onde voará como bancada de ensaios em voo. A empresa autraliana mantém apenas seis 747-400ER na frota, que deverão ser retirados de serviço até o final de 2020, quando terão acumulado quase 20 anos de operação. A empresa está substituindo os Jumbos pelos Boeing 787-9 Dreamliner, que embora tenham menor capacidade de transporte, oferecem alcance similar e custos operacionais quase 50% inferiores.
Q Qantas Airways foi uma das principais operadoras do mundo do 747, voando com o modelo desde 1971, quando se tornou uma das primeiras empresas aéreas a receber o então Jumbo Jet, como era conhecido na época. Ao longo de 48 anos a Qantas operou um total de 65 aviões da família 747. Entre 1978 e 1985 a empresa foi uma das únicas a ter uma frota composta exclusivamente pelo 747. Além disso, também entrou para o seletor grupo que utilizou praticamente a totalidade dos modelos existentes, tendo operado o 747-100, 747SP, 747-200C, 747-300, 747-400 e 747-400ER. Apenas a versão final, o 747-8 não ostentou o Canguru na cauda.
Recentemente um grupo de turistas fretou um dos 747-400ER da Qantas para uma volta ao mundo, passando por diversos países ao longo da Circum-navegação.
Fontes: O Tempo / Qantas
