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Polícia apreende aviões e helicóptero de suspeitos de tráfico em SP e Goiás

A Polícia Civil de Goiás desarticulou nesta sexta (9) um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas e de lavar dinheiro. Uma aeronave Cessna Citation foi apreendida em Sorocaba, São Paulo. O outro jato Dassault Falcon 50 prefixo PR-FJL e o helicóptero Eurocopter EC 130 prefixo PR-MMA, em Goiânia, Goiás. R$ 571 mil em notas de reais, dólares e euros também foram apreendidos.

Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos Estados de Goiás, São Paulo e Paraná. De acordo com a polícia, foram detidos Gilberto Rocha Junior, 27 anos, Dennis Marcel Gerardus, 40 anos, Renan Barbosa, 30 anos, Rulyo Barbosa, 24 anos, Ismael Silva Santos, 27 anos, e uma pessoa identificada apenas como H. N. N, 35, foram detidas. Foragidos não tiveram seus nomes divulgados.

Os membros da organização eram comandados por um holandês radicado no Brasil. Viajavam com frequência para Dubai, Emirados Árabes Unidos, e usavam carros de luxo, além de viajar com frequência de helicóptero para atividades comuns — em um dos registros, pousaram com a aeronave em Palmas, capital do Tocantins, para comprar gelo.

A investigação

A investigação teve início há seis meses, após o desaparecimento do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos, ocorrido em 12 de dezembro de 2018, quando pilotava um avião Piper Seneca prefixo PT-VPH. A aeronave seria de propriedade da organização criminosa, comandada por um holandês radicado no Brasil, segundo a polícia goiana.

A polícia descobriu que Santos fazia parte de uma organização criminosa, a qual cooptava pilotos de aeronaves para realizarem voos em países vizinhos a fim de buscar drogas. Esses voos eram realizados, principalmente, para a Bolívia, Colômbia e Peru.

As aeronaves — modificadas para aumentar a autonomia — sobrevoavam baixo para fugir do controle aéreo. Os equipamentos de localização ficavam desligados.

A operação foi batizada com o nome Icarus em referência ao deus grego Ícaro, que, segundo a mitologia, morreu ao aproximar-se do sol, uma vez que suas asas, feitas de cera, não resistiram ao calor e derreteram.

Os entorpecentes ilegais, segundo as autoridades, eram trazidos via Estado do Pará, com destino a Goiás. No Brasil, a droga era preparada para ser levada a países da Europa. Parte da quadrilha era especializada em lavagem de dinheiro, utilizando-se de empresas para fazer com que o montante obtido com os crimes aparentasse ser legal.

Assim como o piloto Ben-Hur Santos, a aeronave que ele usava ainda está desaparecida. Há indícios de que tenha caído em um lago na Bolívia após colidir com um fio de alta tensão, embora o avião e o corpo nunca tenham sido encontrados.

Fontes: G1 / R7

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