
A Avianca Argentina pediu à Anac a suspensão de todas as suas operações, por 90 dias, a partir de 9 de junho. No entanto, os voos programados para esta sexta-feira foram cancelados, de acordo com o Flight Global, e os pilotos entraram em greve.
De acordo com o jornal La Nación, a permissão para deixar de operar é uma formalidade. As regras do setor aéreo na Argentina estabelecem que, se uma empresa não voar por um período de tempo, fica sujeita a sanções. E um dos principais é perder rotas, o principal ativo das empresas aéreas.
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“O pedido é baseado no início de um processo de reestruturação da empresa com a reengenharia do plano de rota regular e do modelo de negócios da empresa”, disse a Anac Argentina. O prazo de 90 dias pode ser prorrogado por mais 90 após a expiração.
As operadoras do país vizinho enfrentam um ambiente operacional difícil desde o ano passado, já que a inflação crescente reduziu os rendimentos e a desvalorização cambial tira a confiança dos argentinos de viajar para o Exterior.
Histórico
Em 2016, Germán Efromovich anunciou a compra da MacAir, companhia aérea da família do presidente da Argentina, Mauricio Macri. A compra da companhia aérea já com as certificações permitiria à Avianca começar a voar imediatamente. Mas não foi o que aconteceu. A aquisição sofreu muitos questionamentos na Justiça. Também houve oposição dos sindicatos. Nesse cenário, a Avianca ficou sem voar durante 14 meses, com um custo de US$ 15 milhões.
A aérea só começou a operar de fato na Argentina em novembro de 2017, com voos domésticos. Mas a desvalorização do peso dificultou a manutenção das contas da companhia, visto que os contratos de arrendamento de aviões e motores são cotados em dólar. Além disso, a empresa sofre com a concorrência feroz da Aerolíneas Argentinas, que detém participação majoritária no mercado argentino.
Avianca Holdings
A colombiana Avianca Holdings S.A. informou que a Avian Líneas Aéreas S.A. não faz parte das companhias aéreas do grupo e é “uma empresa totalmente independente da Avianca Holdings. Portanto, sua situação legal, financeira e operacional é estranha à holding e suas subsidiárias.”
Segundo ainda o grupo colombiano, a relação existente entre a Avianca Holdings e a Avian está limitada à licença para uso da marca ‘Avianca’ e por isso a referida empresa é comercialmente conhecida como “Avianca Argentina”.
A companhia colombiana afirmou também que “100% de suas rotas de e para o mercado argentino – Lima – Buenos Aires (Ezeiza) e Bogotá – Buenos Aires (Ezeiza) -, continuam a operar normalmente com as companhias aéreas que pertencem à Avianca Holdings”.
Fontes: Flight Global / Valor
