
O Embraer E195-E2, a nova geração de aeronaves E-Jet da fabricante brasileira, deverá ser entregue pela primeira vez em setembro deste ano.
Essa informação foi confirmada na tarde de quinta (9) pelo fundador da Azul, David Neeleman, durante uma conferência com investidores. A empresa espera receber seis aviões deste modelo, entre setembro e dezembro de 2019.
A primeira aeronave já está na linha de montagem final da Embraer.

A companhia encomendou 51 aviões do modelo E195-E2, fabricados pela Embraer, para substituir a sua frota de aeronaves E-Jets de Primeira Geração (E1).
David Neeleman confirmou que o E195-E2 representa um aumento 18 assentos em relação ao E195-E1. Como o jato de geração anterior da Embraer recebe uma configuração padronizada de 118 assentos na frota da Azul, podemos afirmar que o novo E195-E2 terá 136 assentos.
É uma configuração consideravelmente confortável, visto que o E195-E2 pode receber até 146 assentos a bordo devido às alterações estruturais que aumentaram o tamanho da fuselagem.
Além desse acréscimo de assentos, o E195-E2 não cobra nada a mais em consumo para oferecer essa capacidade extra, ao contrário, ele proporciona uma economia de combustível na ordem de 15% comparando com a geração anterior e uma redução de custo de transporte por assento ainda maior, de 26%, devido ao maior espaço interno.
Assim como o E190-E2, o E195-E2 também terá os intervalos de manutenção mais longos no mercado de aviões de corredor único, com 10 mil horas de voo para atividades básicas de manutenção e sem limite de calendário para utilizações típicas. Isso significa 15 dias a mais para utilização da aeronave em um período de dez anos, comparado à atual geração de E-Jets.
Melhorias no desempenho
As metas de desempenho do E195-E2 deveriam ser semelhantes às do E195, mas com mais carga útil (adição de 12 passageiros). Os resultados, no entanto, mostram melhorias significativas em muitos aspectos.
Alcance: a autonomia máxima é de 2600 milhas náuticas (4800 km) com carga total de passageiros, 600 milhas náuticas a mais que o E195.
Aeroportos Restritos: o E195-E2 poderá atender mais mercados que contam com aeroportos com restrições de operação. De Denver, o alcance da aeronave é de 900 milhas náuticas mais longo do que o do E195. Do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o ganho é mais de 500 milhas náuticas.
Comprimento da área de decolagem: no peso máximo de decolagem (MTOW), na sigla em inglês), o E195-E2 requer apenas 1800 metros, enquanto o E195 precisa de 2180 metros.
