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Oficial de Justiça impede voo da Avianca entre Brasília e Congonhas

O voo ONE6173 da Avianca que seguia de Brasília para Congonhas, em São Paulo, foi impedido de decolar na noite de quinta (5) porque o avião foi penhorado pela Justiça. Passageiros e tripulantes, que já tinham embarcado, ficaram por uma hora e dez minutos dentro da aeronave e foram retirados por oficiais de Justiça.

O “confisco” do avião partiu de uma decisão liminar que atendia a um pedido dos credores da companhia, que está em recuperação judicial desde dezembro de 2018. A Avianca conseguiu reverter a liminar, mas os oficiais de Justiça já tinham ido ao aeroporto. Em nota, a empresa disse que “tomou as medidas necessárias, que os passageiros impactados estão sendo atendidos e que segue operando normalmente”.

O voo estava marcado para sair às 19h. Ele foi remarcado uma primeira vez para as 22h30 e depois para 1h20 da madrugada. Com isso, o destino também foi alterado devido o horário de fechamento do aeroporto de Congonhas, a rota foi com destino ao aeroporto de Guarulhos. O pouso da aeronave Airbus A320-214 prefixo PR-ONT ocorreu às 2h35 desta sexta (5).

Recuperação judicial

A Avianca, quarta maior companhia aérea do país, está em recuperação judicial desde dezembro de 2018. A companhia acumula prejuízos e atrasos em pagamentos de arrendamentos de aeronaves.

A Latam Airlines Brasil e a Gol anunciaram na quarta (3) que concordaram em fazer uma oferta, cada uma, por pelo menos uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) da Avianca Brasil. Com as propostas, ambas companhias entrariam na disputa pelos ativos da aérea junto da Azul.

Em nota, a Avianca Brasil informou que o novo plano de Recuperação Judicial será submetido aos seus credores na próxima Assembleia Geral, com data mantida para esta sexta (5). “O novo plano prevê a criação de sete UPIs (Unidades Produtivas Isoladas), que serão, em breve, constituídas e levadas à leilão judicial, em data a ser definida”, disse a aérea, acrescentando que segue operando normalmente com seus pousos e decolagens.

Aeroporto de Salvador diz que voos só decolarão após repasse de tarifas

A empresa que administra o aeroporto de Salvador, a Vinci Airport, informou que, a partir da próxima segunda (8), aviões operados pela companhia aérea Avianca, somente serão autorizados a decolar caso a empresa repasse previamente ao aeródromo as tarifas relativas ao voo.

A Vinci diz que, na capital baiana, atualmente existe ordem judicial que obriga a Avianca a normalizar repasse das tarifas de embarque ao Salvador Bahia Airport, ordem esta que, conforme a empresa, ainda não foi cumprida, causando um prejuízo que se aproxima de 10 milhões de reais.

Com a decisão, a Vinci recomenda que os passageiros que adquiriram passagens juntos à companhia aérea verifiquem o status de sua viagem antes de dirigirem-se ao terminal.

A Vinci afirma que a Avianca foi notificada da mudança de seu status no que se refere à política tarifária e a decisão também já foi repassada à Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

A empresa ainda disse que solicitou que a Avianca adote todas as medidas necessárias para evitar atrasos na liberação dos voos, devendo os passageiros serem devida e previamente avisados sobre toda e qualquer ocorrência que tenha impacto sobre os voos programados.

Fonte: G1

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