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Avianca Brasil completa 17 anos

A Avianca Brasil completa hoje (19) 17 anos desde a sua fundação em 2002, quando iniciou as suas operações como Ocean Air. Os atuais desafios, como as negociações de recuperação judicial e cancelamento de rotas internacionais, não apagam a trajetória de crescimento da empresa nos últimos anos.

Em 2004, o Grupo Synergy, acionista da Ocean Air, comprou a Avianca Colômbia e determinou o foco em crescimento de market share e experiência do cliente. A atual marca Avianca Brasil foi lançada apenas em 2010, ano marcado também pela chegada do primeiro modelo Airbus da frota, quando a companhia ainda tinha apenas 2,6% de participação no mercado brasileiro (RPK).

Quatro anos depois foi implementado o sistema Amadeus e, em 2015, houve investimentos em renovação da frota e o anúncio da entrada para a Star Alliance, quando a empresa já detinha 9,6% de participação no Brasil.

Em 2016 foi implementada a internet a bordo e chegou o primeiro Airbus 320neo, e a participação já estava em 11,6%. No ano seguinte começou a operação diária internacional da empresa com voos para Miami e Nova York, nos Estados Unidos, e Santiago, no Chile, que serão cancelados no final de março.

Estrutura

Até 2009, ainda como Ocean Air, foram 31 rotas operadas com 1,92 milhão de passageiros transportados e 1.609 funcionários no grupo. Na segunda fase, como Avianca Brasil, a empresa já somava 65 rotas, transportando 12,3 milhões de passageiros e empregando 5.690 funcionários até o ano passado. Em 2018 a Avianca Brasil atingiu o seu índice máximo na fatia de mercado com 13,4%.

O Programa Amigo, lançado em 2007, conta com 6,1 milhão de membros com 70 parceiros. O serviço da empresa se destaca pelo entretenimento e wi-fi oferecidos a bordo, além de lanches e snacks de cortesia.

Anac obtém liminar para poder descredenciar aviões

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) obteve na Justiça, nesta segunda (18), decisão favorável em recurso no qual questionava decisão judicial referente ao cumprimento da Convenção da Cidade do Cabo, promulgada pelo Decreto nº 8.008/2013, que prevê a “ágil retirada de aeronaves pelo proprietário em casos de inadimplência de pagamento”. O caso se refere à situação da Avianca Brasil. No dia 18 de janeiro, a Avianca Brasil havia conseguido outra liminar suspendendo a decisão da Anac de retirar dez aeronaves da frota da companhia, que está em recuperação judicial.

Segundo a Anac, “com fundamento no IDERA (Irrevocable De-Registration and Export Request Authorisation), e nos termos da Convenção da Cidade do Cabo, os lessores (donos dos aviões alugados à Avianca Brasil) poderão solicitar a retomada de aeronaves, considerando que não há mais decisão judicial sobre essa legislação”.

O processo de retirada de aeronaves é feito pela Anac mediante solicitação do lessor proprietário. Até o momento, a agência diz que não houve solicitação de lessor requerendo aeronaves operadas pela Avianca Brasil.

O recurso da Anac, diz comunicado da agência, é de cunho estritamente jurídico e se limita à questão da convenção da Cidade do Cabo, em especial no que diz respeito a futuras repercussões. “A Anac não interpôs recurso contrário à Avianca Brasil, assim como não foi motivada por credores ou qualquer ente regulado”, finaliza a empresa.

Em nota, a Avianca Brasil esclarece que está tomando as medidas cabíveis para garantir a continuidade da sua operação.

A aérea deve recorrer mais uma vez, antes que algum lessor entre com pedido de devolução de aeronaves na Anac, via descredenciamento das mesmas pela agência, que, respeitando a Convenção do Cabo, providenciaria a retirada do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) destas aeronaves. No dia 18 de janeiro, o juiz entendeu que valia o processo de RJ, e que os lessores deveriam aguardar a aprovação do plano apresentado pela Avianca, de reduzir a frota e a malha, e que está sendo analisado pela Justiça.

Fonte: Panrotas

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