Aeroportos

Concessões de aeroportos da Infraero serão divididos em seis blocos

Atualizado 10/1 as 18h28 – O programa brasileiro de concessões de aeroportos tomou outro rumo com a inclusão dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), considerados valiosos pelo mercado. No entanto, estes serão os últimos a serem concedidos à iniciativa privada, de acordo com a Centre For Aviation.

O projeto inicial do governo, elaborado a pedido do presidente Jair Bolsonaro, prevê a transferência de 44 terminais, divididos em seis blocos regionais, à iniciativa privada, em duas rodadas de negócios, que acontecerão a partir de 2020. A estratégia é colocar aeroportos mais lucrativos como líderes de blocos com outros terminais mais fracos.

Em publicação no Twitter, Bolsonaro afirmou que o objetivo é atrair cerca de R$ 7 bilhões por meio da concessão de rodovias, doze aeroportos e quatro terminais portuários. “Com a confiança do investidor sob condições favoráveis à população, resgataremos o desenvolvimento inicial da infraestrutura do Brasil”, finalizou.

Rapidamente atrairemos investimentos iniciais em torno de R$ 7 bi, com concessões de ferrovia, 12 aeroportos e 4 terminais portuários. Com a confiança do investidor sob condições favoráveis à população resgataremos o desenvolvimento inicial da infraestrutura do Brasil.

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 3 de janeiro de 2019

Congonhas irá num “combo” no qual estarão também terminais como os de São José dos Campos (SP) e Campo de Marte, na capital paulista, entre outros. Já Santos Dumont será oferecido junto com Jacarepaguá, no Rio, e aeroportos de Minas Gerais, como o da Pampulha, em Belo Horizonte.

Alguns aeroportos serão oferecidos aos governos dos Estados, caso tenham interesse em assumi-los para conceder ou administrar. Terminais pequenos e centrais, como Campo de Marte e Jacarepaguá, poderão interessar aos governos pelo seu valor imobiliário. Eles tanto poderão seguir como aeroportos para aviões pequenos como poderão ser desativados para dar outro uso às áreas. Não havendo interesse das administrações locais, eles permanecerão nos blocos.

Desafios

A principal dificuldade será atrair o interesse de investidores para os aeroportos menos movimentados em regiões de interior. No entanto, com entrada dos “aeroportos âncoras” de São Paulo e Rio de Janeiro aumentam as chances de fortalecer os blocos.

A lista de aeroportos já concedidos à iniciativa privada já inclui Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza. Após a última rodada de negócios, a rede de aeroportos da Infraero deve ser extinta, segundo previsões.

Confira os seis blocos:
(Primeira rodada)

Bloco Sul
Investimento: US$ 535,2 milhões

– Curitiba
– Foz do Iguaçu (PR)
– Londrina
– Joinville
– Navegantes (SC)
– Pelotas (RS)
– Uruguaiana (RS)
– Bagé (RS)

Bloco Norte 1
Investimento: US$ 294,4 milhões

– Manaus
– Porto Velho
– Boa Vista
– Rio Branco
– Cruzeiro do Sul (AC)
– Tabatinga (AM)
– Tefé (AM)

Bloco Central
Investimento: US$ 391,5 milhões

– Goiânia
– Palmas
– São Luís
– Teresina
– Petrolina (PE)
– Imperatriz (MA)

(Segunda rodada)

Bloco São Paulo – Mato Grosso do Sul
Investimento: US$ 617,3 milhões

– Congonhas (SP)
– Campo Grande
– Corumbá (MS)
– Ponta Porã (MS)

Bloco Rio-Minas
Investimento: US$ 408,5 milhões

– Santos Dumont
– Uberlândia (MG)
– Uberaba (MG)
– Montes Claros (MG)

Bloco Norte 2
Investimento: US$ 314,7 milhões

– Belém
– Macapá
– Santarém (PA)
– Altamira (PA)
– Marabá (PA)
– Carajás (PA)

Fontes: Panrotas / O Sul

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