
A torre de controle do aeroporto de Sorocaba (SP) vai ganhar equipamentos de navegação aérea. O Departamento Aeroviário do Estado (DAESP) assinou contrato com a empresa São Paulo Engenharia Ltda. nesta terça-feira (23) e a novidade foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (24).
O aeroporto é o mesmo onde um bimotor arremeteu enquanto o avião presidencial de Michel Temer (MDB) taxiava na pista, em março deste ano, durante uma visita à cidade. Segundo uma testemunha, a falta de equipamentos na torre poderia ter provocado um grave acidente.
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A empresa será responsável pela implantação dos equipamentos de navegação da torre de controle do Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz. O investimento é de R$ 7,6 milhões e o prazo de execução é de até 12 meses.
Esta é a segunda etapa de investimentos na torre de controle e é composta por equipamentos como rádio VHF/AM, centro de comunicação, sistema meteorológico e Sistema de Indicador de Rampa de Aproximação de precisão (PAPI).
Em junho de 2017, a infraestrutura física da torre foi concluída. Para a primeira etapa foram destinados R$ 13,8 milhões de recursos do governo do Estado de São Paulo.
A implantação da torre de controle vai proporcionar maior segurança de voo aos usuários do aeroporto de Sorocaba, que é considerado o principal aeroporto voltado à aviação geral no interior do Estado.
Incidente com avião presidencial
Um bimotor que se aproximava do aeroporto arremeteu enquanto o avião presidencial estava taxiando na pista na manhã do dia 2 de março. O presidente, junto de uma comitiva, esteve na cidade para entregar ambulâncias do Samu para várias cidades do país.
Um morador que estava em um hangar para ver o presidente gravava um vídeo da aeronave presidencial na pista quando o bimotor se aproximou. No vídeo, é possível ver que o avião de pequeno porte passa por cima do aeroporto e algumas pessoas falam: “arremeteu”. (Veja no vídeo abaixo.)
Sem se identificar, um piloto que utiliza o local disse à equipe da TV TEM, naquela ocasião, que como o aeroporto de Sorocaba não tem torre de controle, mesmo com uma grande movimentação de aviões, se o piloto do bimotor não tivesse visto o avião da presidência poderia ter ocorrido um acidente.
“Nós teríamos dois riscos: ou ele pousar e ter uma colisão sobre a pista, ou a manobra que ele fez de arremetida. Se nós tivéssemos uma torre, ela como órgão de controle de tráfego aéreo coordenaria essa separação entre as aeronaves pra gente ter segurança na operação. Se ele não visse e pousasse era iminente uma colisão no solo.”
A assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB) disse, na época, que não houve risco. “A Força Aérea Brasileira informa que não houve nenhuma ocorrência anormal durante a operação da aeronave presidencial no aeródromo de Sorocaba.”
Fonte: G1
