
Equipes da FAB (Força Aérea Brasileira) deram início a mais uma etapa da Operação Ostium, com base no aeroporto de Cascavel. No ano passado, Cascavel já havia servido como base da Operação.
Os trabalhos foram deflagrados mesta qarta (18) à noite e tem previsão para término no dia 8 de outubro.
Na tarde de quarta (19), uma aeronave Casa C-105 Amazonas, um Cessna 208 Caravan e também aviões A-29 Super Tucano chegaram à capital do Oeste. Os primeiros trouxeram membros da equipe e aparatos para uso na Operação, já os Super Tucanos deverão ser utilizados nas ações de patrulhamento e eventuais interceptações.
Nas últimas semanas, uma grande movimentação de veículos da Comaer (Comando da Aeronáutica) e da FAB pôde ser observada pela cidade. As equipes providenciaram a acomodação em uma área reservada no pátio do aeroporto, para posicionamento de aviões, instalações de equipamentos e definições das missões a serem cumpridas na região Oeste do Paraná.
A Ostium é uma operação de reforço na vigilância do espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil, realizada de forma permanente pela FAB.
O objetivo é coibir voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico.
Detalhes sobre a Ostium
Este ano, diversas ações já foram realizadas como a interceptação que ocorreu no norte de Corumbá, em Mato Grosso Sul, de uma aeronave que vinha da Bolívia com aproximadamente 500 kg de pasta base de cocaína e também a de um monomotor carregado com cerca de 330 kg de cocaína que entrou no espaço aéreo brasileiro sem ter apresentado plano de voo.
A vigilância do espaço aéreo brasileiro é realizada 24 horas por dia pela FAB por meio de uma rede de radares que cobre todo o território continental do país, além de partes do Oceano Atlântico. Para reforçar a cobertura, são utilizados ainda aviões-radar E-99, baseados em Anápolis (GO) e operantes em todas as regiões.
Essas informações são reunidas em Brasília (DF) no Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) que pode, de acordo com a necessidade, acionar aeronaves de caça em qualquer parte do País.
O trabalho de combate ao tráfico de drogas, bem como outros crimes transnacionais, acontece de forma conjunta com outros órgãos do Brasil e de países vizinhos. Eventualmente, a participação da FAB envolve o monitoramento de tráfegos aéreos para o envio de dados de inteligência ou mesmo acompanhamento à distância de aeronaves suspeitas, de forma a colaborar com autoridades policiais.
Fonte: CGN
