Uma nova aérea de baixo-custo e longo alcance está prestes a surgir na Suíça: a Swiss Skies quer conectar a Basileia com o mundo, inclusive o Brasil.
O atual piloto da Ryanair e empresário Alvaro Oliveira é um dos fundadores da Swiss Skies, juntamente com Armin Bovensiepen, que trabalhou na Air Berlin e na Austrian Airlines. Estes dois, juntamente com outros dois veteranos da aviação com nomes ainda não revelados, são os líderes da nova companhia.
A nova empresa já iniciou uma captação para decolar e espera ter ao menos $100 milhões de dólares para dar início ao novo projeto. Apesar do nome oficial do projeto ser Swiss Skies, a companhia aérea em si pode ter outro nome.
A base da companhia será o Euroaeroporto da Basiléia-Mulhouse-Friburgo. O grande e diferente nome se deve à característica do aeroporto: é instalado na tríplice fronteira entre a Suíça, França e Alemanha, atendendo respectivamente as cidades da Basiléia, Friburgo e Mulhouse. É um dos poucos no mundo a ter três códigos IATA, um para cada país: BSL, MLH, EAP.
Já o seu código ICAO é LFSB por estar no lado francês da fronteira. A partir deste Euroaeroporto a empresa irá operar o Airbus A321LR focando inicialmente nos Estados Unidos: uma das primeiras rotas deverá ser para Cincinnati no estado do Ohio.
Segundo Alvaro, existe uma grande demanda para esta rota devido à conexão farmacêutica e médica que as indútrias das duas cidades estabeleceram. “Hoje é um pesadelo voar entre as duas cidades”, declarou Alvaro. A Basileia hoje é a sede das empresas farmacêuticas Novartis e Roche, já Cincinnati é um grande centro acadêmico da área.
A nova empresa espera ter um custo 30% menor que as concorrentes e começar a dar lucro no seu terceiro ano, com margens confortáveis dentro da média da indústria.
“Não existe dúvida do potencial desta aérea. Os novos modelos low-cost long-haul são menos testados mas sugerem que se você usa uma nova aeronave e possui uma base de custos eficientes, é possível começar com um nicho e crescer”, declarou Alex Paterno, analista na Investec.
Os preços irão se manter baixos através das tarifas sem nenhum benefício: os passageiros terão que pagar por extras como comida, entretenimento a bordo, marcação de assentos e bagagens.
Os planos da companhia, além dos Estados Unidos, são destinos no Caribe, Ásia, Oriente Médio e Brasil, a partir de diversos pontos na Europa. A companhia não planeja realizar voos domésticos ou eurodomésticos. Ao invés do método atual de hub, a empresa irá focar na operação ponto a ponto, utilizando aeroportos menos populares de grandes centros.
Para o Brasil a companhia provavelmente irá abrir voos a partir de outras bases sem ser a da Basileia: a cidade suíça não tem grande demanda para o Brasil e vice-versa, e sem o sistema de hub não existe grande vantagem para o passageiro.
Mas o grande ponto é o Airbus A321LR (A321neoLR): a aeronave teria alcance para fazer voo direto partindo da Suíça apenas para Natal com seu alcance de 4 mil milhas náuticas (7.400km), e para isso terá que levar apenas 180 passageiros ante sua capacidade máxima de 244.
Fonte: Financial Times
