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O Ministério Público constatouu crimes ambientais nas obras do aeroporto de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. A Prefeitura negou as irregularidades, mas precisou parar os trabalhos.
As obras começarão no dia 22 de fevereiro, e, de acordo com Luiz Tito, presidente da Orion Participações, empresa responsável pelo empreendimento, a previsão é que o aeroporto fique pronto no prazo de um ano e meio. “Iniciaremos com aviação executiva, mas também temos capacidade para aviação comercial. O grupo já está, inclusive, conversando com companhias aéreas”, destaca Tito.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que já emitiu a autorização necessária para a construção. No entanto, sobre os portes dos voos, a agência afirma que a definição ainda depende da conclusão das obras e avaliação da infraestrutura.
O Aeródromo Inhotim será construído em uma área de 2,8 milhões de m², no distrito industrial Bandeirinhas, a 4 km do centro de Betim. Segundo os empreendedores, a estrutura permitirá receber aeronaves do modelo Boeing 737, que comporta 180 passageiros, o que viabilizará voos comerciais de grande porte. Ele receberá voos charter e cargas, além de dar suporte e manutenção de aeronaves, com 24 hangares. “Haverá uma escola de pilotagem, e estamos negociando com a Embraer um ponto de referência aeronáutica para formação de mão de obra voltada para a aviação”, diz Medioli.
A pista de pouso e decolagem deve chegar a 1800m de extensão e 45m de largura. Segundo adianta Luiz Tito, a pista poderá ser ampliada futuramente em mais 500m, chegando próximo do tamanho do aeroporto da Pampulha, que tem cerca de 2,4 mil m de extensão. O terminal de passageiros ocupará uma área de 1,2 mil m² e terá dois jetways – pontes para embarque e desembarque de passageiros.
Serão R$ 160 milhões em investimentos privados. Os recursos virão de um grupo formado por MRV Engenharia, grupo MBK, Paineiras Urbanização, Mass Empreendimentos, Aprove Construções e Empreendimentos, Gtop Engenharia, Gatti Engenharia e Parques Mondovi e Torino.
Fontes: R7 / O Tempo
