Comercial

Greve: Gol operou 99,4% de voos, Azul teve prejuízo de R$ 50 milhões

A companhia aérea Azul (AZUL4) informou ao mercado na sexta (1) que teve um prejuízo de R$ 50 milhões pelo impacto operacional e financeiro preliminar da greve dos caminhoneiros, iniciada em 21 de maior. Em fato relevante, a empresa relata que o valor não-recorrente será incluído no resultado operacional do segundo trimestre de 2018.

De acordo com a Azul, foram cancelados 169 de um total de 2.637 voos operados entre 24 e 27 de maio devido à falta de querosene de aviação em vários aeroportos abastecidos através de caminhões tanque. A companhia também reduziu proativamente 523 voos entre 28 de maio e 3 de junho devido ao aumento do nível de cancelamentos e não-comparecimento.

“A Azul implementou várias iniciativas para minimizar o impacto da greve, incluindo abastecimento maior em aeroportos com maior disponibilidade (tankering), paradas técnicas de reabastecimento, isenção de taxas de cancelamento e alteração de voos, além de oferecer um serviço de transporte para tripulantes até sua base de trabalho”, explica a empresa.

“Nossos tripulantes têm trabalhando arduamente para acomodar nossos clientes nos últimos dias e continuamos nos esforçando para oferecer a melhor experiência de viagem possível. O grande alcance e conectividade de nossa malha, nossa estratégia de frota diversificada e forte cultura, foram fundamentais para minimizar o impacto deste evento inesperado”, afirma John Rodgerson, CEO da Azul.

“Estou confiante na nossa estratégia de longo prazo focada na satisfação de nossos clientes e tripulantes e na geração superior de valor para nossos investidores”, acrescenta o executivo.

Gol operou 99,4% de voos durante greve dos caminhoneiros

A Gol Linhas Aéreas informou nesta segunda-feira que operou 99,4 por cento dos voos programados durante a greve dos caminhoneiros, entre 21 e 31 de maio, com o cancelamento de 12 dos 7.275 voos programados no período.

Com o anúncio da greve, a Gol disse que ativou seu plano de contigência operacional, gerenciando combustível e rotas, e reposicionando tripulações substitutas, entre outras medidas, para evitar cancelamento de voos.

“O compromisso da Gol em cumprir com seus voos programados e assegurar que seus passageiros chegassem aos seus destinos …resultou em um impacto direto estimado da greve de aproximadamente 8 milhões de reais de despesas operacionais incrementais e um impacto de 29 milhões de reais nas receitas operacionais”, disse a Gol em comunicado.

A empresa informou ainda que passageiros tiveram voos remarcados sem cobrança de taxas de alteração.

Em relação ao transporte de carta, a Gol disse que reiniciou esse tipo de transporte em 30 de maio e que até 1º de junho embarcou cerca de 700 toneladas, incluindo aproximadamente 50 toneladas de produtos farmacêuticos.

Fonte: Moneytimes / Juntos venceremos

To Top