
A sequência de Top Gun está finalmente acontecendo, conforme amplamente divulgado desde ontem nas redes sociais, após Tom Cruise postar na sua conta do Instagram um foto do primeiro dia de filmagens do novo filme chamado “Top Gun: Maverick”. Mas a dúvida criada pelos fãs de aviação foi: qual o caça será usado no filme? O avançado F-35C da Lockheed Martin ou o atual F/A-18F Super Hornet da Boeing?
Hoje em dia, tirando o “Maverick”, nada mais existe. O caça embarcado F-14 Tomcat foi aposentado da Marinha dos EUA em 2006 e o companheiro de Maverick morreu no primeiro filme. O USS Enterprise foi desativado em janeiro de 2017, após mais de 40 anos de serviço. A União Soviética não existe mais e o MiG-28 – um avião inventado e baseado no Northrop F-5F Tiger – nunca existiu de verdade.
O que se sabe até o momento é que Maverick será um instrutor de voo no segundo filme, e o Super Hornet ao fundo da foto não deixa dúvidas que o novo caça deve ser o F/A-18 Super Hornet, provavelmente a versão “F” de dois lugares, para dar a ele alguém para conversar no filme durante as cenas em voo. Ao contrário do Tomcat, que na época era estritamente um caça ar-ar, o Super Hornet tem também um papel ar-solo, abrindo a possibilidade de que os pilotos de Top Gun 2 possam enfrentar inimigos no solo. A Marinha dos EUA autorizou no dia 30 de maio que a Paramount Pictures tivesse acesso a Estação Aeronaval de North Island, extremo norte da península de Coronado, na Baía de San Diego, Califórnia, para as primeiras tomadas, próximo de onde foram realizadas as cenas do primeiro filme, em Miramar.
A escolha do Super Hornet deve ser ótimo para a Boeing, já que as vendas do F/A-18E/F não foram grandes nos últimos anos. A notícia foi tão boa para a Boeing que a fabricante retuitou imediatamente a postagem do ator.
Sobre o avançado caça furtivo F-35C, que ainda não está operacional, não deve aparecer no filme. Por sua capacidade de permanecer furtivo aos radares e abater seus inimigos além do alcance visual, não deve dar um bom enredo para o filme, que na película de 1986 conquistou os fãs pelas cenas de dogfight. A Marinha dos EUA prevê a compra de 273 F-35C, para cerca de 20 esquadrões.
Rumores anteriores haviam afirmado que o moderno F-35C seria a estrela do filme, mas ainda é cedo para dizer se a aeronave da Lockheed Martin será desprezada. O JSF poderia se juntar ao Super Hornet nos combates.
O Super Hornet, embora menor e menos ágil que o F-14A, tem uma semelhança maior com o jato bimotor da Grumman, e poderia ainda realizar combates próximos contra os inimigos. Além disso, o F-35C é um avião de assento único, ou seja, nenhuma conversa em tom de brincadeira entre os dois tripulantes poderia acontecer.
O Top Gun original mostrava combates aéreos próximos, ou dogfights, contra os pilotos soviéticos sobre o Oceano Índico. Se a sequência de Top Gun for inspirada em eventos da vida real, poderemos ver os “heróis” combatendo pilotos russos sobre o Mar Báltico, com o novo caça de quinta geração Sukhoi Su-57 como o jato dos vilões. A furtividade do Su-57 pode apresentar muita tensão dramática à medida que os pilotos americanos lutam para ficar um passo à frente.
Outra possibilidade é o ensolarado Mar da China Meridional, onde “Maverick” poderia voar contra os caças J-15 da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN). Alternadamente, eles poderiam voar no Mar da China Oriental contra os caças chineses Su-35 ou até mesmo com o novo caça furtivo J-20 Chengdu. Isso é um pouco improvável do ponto de vista de marketing já que a China é um grande mercado cinematográfico, e tornar a China vilã pode fazer com que Top Gun 2 não chegue aos cinemas chineses.
O novo filme está agendado para lançamento no dia 12 de julho do próximo ano. O enredo está definido para girar em torno de Maverick enquanto ele treina uma nova geração de pilotos para as modernas aeronaves de combate da Marinha dos EUA.
Fonte: Cavok
