
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que, até a noite de ontem (28), mais de 270 voos foram cancelados no país, desde o início dos bloqueios feitos pelos caminhoneiros nas rodovias federais. O prejuízo diário, segundo a entidade, supera os R$ 50 milhões.
Em nota, a Abear diz que apesar de a maior parte da malha aérea permanecer em operação, a expectativa é de que cancelamentos e mudanças de horários continuem a ocorrer, e que não há ainda previsão de quando o serviço prestados pelas companhias aéreas serão normalizados.
Diante da “não reposição ou total ausência de combustível em aeroportos menores espalhados pelo país”, a Abear reitera aos passageiros a orientação de que se informem, nas empresas (por meio de sites, serviços de Atendimento ao Consumidor ou aplicativos), sobre a situação específica de seu voo antes de ir para o aeroporto.
Ainda segundo a entidade, que representa as empresas Avianca, Azul, Gol e Latam, os passageiros podem alterar a data e o horário dos voos enquanto a normalidade não for retomada. Essas alterações poderão ser feitas sem a necessidade de pagamento de taxa de remarcação e de eventuais diferenças tarifárias.
Brasília
Um bom abastecimento de combustível ocorreu nesta segunda-feira, no Aeroporto de Brasília, envolvendo 35 caminhões-tanque e 2 milhões de litros de querosene (QAV). O maior estoque de combustível já possibilitou que os voos retomassem a realidade, sem as centenas de cancelamentos dos últimos dias.
Nesta terça-feira não houve um cancelamento relacionado com a falta de combustível no Aeroporto de Brasília, apesar que três voos foram cancelados pelas próprias companhias aéreas, novamente, sem relação com o estoque de QAV.
O combustível já está sendo disponibilizado para o abastecimento das aeronaves. Novas remessas devem chegar ainda hoje (29/05) no Terminal aéreo com o apoio do Exército, forças nacionais e distritais.
Os órgãos públicos, pool de abastecimento e a Abear, associação que representa as maiores companhias áreas brasileiras, não têm medido esforços para ajudar a manter o Aeroporto abastecido. Em conjunto com a Inframerica, todos os órgãos e companhias têm feito um trabalho excepcional para manter a operacionalidade do Terminal.
A expectativa é de normalização das operações se os abastecimentos se manterem contínuos. Algumas medidas estão sendo realizadas para manter os níveis dos reservatórios positivos, como equilibrar a quantidade de QAV nos abastecimentos dos aviões
Confins
O abastecimento de querosene de aviação foi normalizado no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH. A informação foi repassada pela BH Airport, que administra o terminal. O funcionamento do terminal aéreo foi ameaçado com a greve dos caminhoneiros.
“O aeroporto atingiu nas últimas horas um nível de estoque suficiente de querosene de aviação para o reabastecimento das aeronaves”, diz a nota da concessionária.
Voos internacionais também partem normalmente do terminal sem necessidade de reabastecimento. Nesta terça-feira, 15 voos da Azul Linhas Aéreas foram cancelados no terminal. Sobre isto, a BH Airport disse que os voos foram programados pela companhia e os passageiros foram avisados previamente.
Apesar do abastecimento restabelecido, a concessionária diz que segue acompanhando a situação da greve dos caminhoneiros com a Polícia Militar, responsável pelas escoltas dos caminhões-tanque.
O plano de contingência que foi ativado na semana passada permanece, assim como a orientação aos passageiros de entrarem em contato com as companhias aéreas antes de ir para o terminal.
Aeroporto da Pampulha
Assim como em Confins, o Aeroporto da Pampulha também está com abastecimento de querosene para aviação em dia. A confirmação é da Polícia Militar, que integra o Gabinete de Gestão de Crise instalado pelo Governo de Minas Gerais.
Ribeirão Preto
Ainda sem combustível no Aeroporto Estadual Leite Lopes, apenas um voo foi cancelado em Ribeirão Preto nesta quarta-feira, 30. De acordo com as informações do Departamento Aeroviário do Estado (Daesp), não há comprometimento geral.
A assessoria de imprensa informou que a situação continua da mesma maneira que nos dias anteriores. “Há voos. As companhias aéreas tomaram medidas próprias para manter os aviões no Leite Lopes. Entre esta terça-feira, 29, e esta quarta, 30, houve apenas três voos cancelados”.
Voo é cancelado em Caxias do Sul devido racionamento de combustível
No início da manhã desta terça-feira (29), o Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, registrava estoque de aproximadamente seis mil litros de querosene de aviação (QAV). A quantidade é inferior ao mínimo que geralmente é utilizado pelas companhias aéreas que operam no terminal, a Azul e a Gol, que costumam reabastecer cerca de oito mil litros por dia. Com o racionamento, o voo da Azul, previsto para a tarde desta terça, foi cancelado.
Conforme o diretor do terminal, Maurício Loretto D’Ávila, os dois voos diários da Gol operam normalmente, já que a companhia dificilmente reabastece grande quantidade de combustível nos aviões. Eleexplica, porém, que a Azul costuma abastecer cerca de seis mil litros por dia no voo que faz o trajeto para Viracopos, em Campinas. A partir desta quarta (30), D’Ávila orienta que os aviões tragam combustível para seguir viagem, do contrário, as operações no terminal podem ser prejudicadas.
Na manhã desta terça, houve reunião entre a Petrobras e o Departamento Aeroportuário do Rio Grande do Sul (DAP). O encontro ocorreu em Porto Alegre e teve o objetivo de conseguir a liberação de uma carreta com 35 mil litros de querosene para o terminal caxiense. Entretanto, não se chegou a um consenso, já que a empresa petrolífera estaria priorizando o abastecimento do Aeroporto Salgado Filho, na capital gaúcha.
Ainda nesta terça-feira, o terminal em Caxias deve emitir um documento às companhias aéreas informando a atual situação crítica de combustível. A tendência é que o voo da Azul seja normalizado e ocorra nesta quarta-feira, junto com os regulares da Gol.
Combustível chega ao Aeroporto de Foz do Iguaçu e normaliza situação
O estoque de combustível que havia acabado no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu no final da tarde de segunda (28) foi reforçado no final da tarde desta terça com a chegada de um comboio escoltado pela Polícia Rodoviária Federal.
O desabastecimento, provocado pela greve dos caminhoneiros, não chegou a paralisar as atividades, mas os aviões só podiam decolar se tivessem combustível suficiente para a próxima etapa do voo. Os demais deveriam permanecer no pátio até que a situação fosse normalizada. Pela manhã, um avião com destino ao Rio de Janeiro foi autorizado a decolar porque faria escala em Curitiba, onde foi possível abastecer para concluir o percurso.
Fortaleza
Na capital cearense, no sábado, 26, chegou a ficar na reserva técnica de querosene, agora está com 100% de sua capacidade de abastecimento, segundo o Sindipostos, tendo combustível para até sexta (1º de junho).
Fontes: Valor / Inframerica / EM / Revide / Radio Caxias / GDia
