A GOL Linhas Aéreas solicitou na sexta (12) voos diretos entre Pampulha e o Aeroporto Zona da Mata, sendo o seu segundo destino tanto a partir do Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte quanto de Juiz de Fora, principal cidade atendida pelo Aeroporto Zona da Mata.
Os voos serão operados pelo Boeing 737-700 diariamente, sendo um na parte da manhã e outro na parte da tarde. Caso aprovados pela ANAC, as operações serão iniciadas no dia 27 de janeiro, cinco dias após o voo reinaugural da companhia que tem São Paulo – Congonhas como destino. Os voos da GOL, assim como da Avianca, estão mantidos apesar do TCU ter proibido os voos no aeroporto.
Abaixo a tabela dos voos no fuso horário de cada aeroporto.
Segunda à sábado
| Voo | Origem | Saída | Destino | Chegada |
| G3 2002 | Zona da Mata | 08h25 | Pampulha | 08h55 |
| G3 2001 | Pampulha | 09h25 | Zona da Mata | 09h55 |
Segunda à sexta e domingos
| G3 2049 | Zona da Mata | 17h40 | Pampulha | 18h10 |
| G3 2050 | Pampulha | 18h40 | Zona da Mata | 19h10 |
Procurada, a Gol, por meio de sua assessoria, afirmou que “a companhia não comentará o assunto até novo posicionamento da Anac sobre o tema”. Já a Infraero, que administra o Aeroporto da Pampulha, informou que o “início das operações com aeronaves a jato de maior porte dependerá das companhias aéreas receberem autorização da Anac”. Por meio de sua assessoria, a Infraero ressaltou que “do ponto de vista da infraestrutura aeroportuária, o Aeroporto da Pampulha já está preparado para atender à demanda por voos de maior porte que vierem a ser autorizados pela Anac com conforto e segurança”. Sobre a manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU), o órgão afirmou que não comenta decisões da Justiça brasileira, nem do Tribunal.
Imbróglio jurídico
O retorno dos voos de grande porte para o Aeroporto da Pampulha está suspenso por força de liminar, conforme decisão em vigor desde o dia 27 de dezembro e tem efeito até que o mérito da representação, que pede a revogação definitiva da portaria que permitiu a reabertura do terminal, seja julgado pela Corte. No despacho do ministro Bruno Dantas, é concedido prazo de 60 dias para que o Ministério dos Transportes apresente estudos técnicos e avaliações jurídicas demonstrando a possibilidade do restabelecimento dos voos domésticos, sem restrições, no aeroporto. A permissão para os voos voltarem à Pampulha foi autorizada por meio de portaria do ministério em outubro. A representação, contestando a decisão, foi apresentada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB), com pedido de anulação da medida.
Fonte: Aeroin / Tribuna de Minas

