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Embraer - Notícias

Dom Dez 24, 2017 12:35 pm

Ex-executivo da Embraer assume culpa em esquema de propina nos EUA

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Um ex-vice-presidente de vendas da Embraer se declarou culpado das acusações de fraude e corrupção à Justiça dos Estados Unidos. O executivo disse ter integrado esquema de corrupção envolvendo empresas dos Emirados Árabes Unidos, da África do Sul e da República Dominicana, confessado pela Embraer à Secretaria de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) em 2016.

A confissão foi apresentada à Corte do Distrito Sul de Nova York nesta sexta-feira (22/12). A data para sentença ainda não foi definida, mas o juiz do caso estipulou como prazo limite o dia 21 de junho de 2018.

De acordo com a confissão, o executivo Colin Steven, um britânico que representava a divisão de vendas e marketing de jatos executivos da Embraer, pagou US$ 1,65 milhão em propina para autoridades dos Emirados Árabes. O objetivo era fazer com que a estatal árabe de petróleo comprasse aviões novos da estatal brasileira, e não usados. A empresa gastou US$ 93 milhões na compra de três aviões.

Conforme a explicação de Steven ao DoJ, a comissão que os vendedores da Embraer ganhava com a venda de aviões novos era muito maior do que com a venda de aviões usados. Por ter vendido os jatos à estatal árabe, o executivo ficou com US$ 129,9 mil.

Para fazer o pagamento da propina, o dinheiro foi enviado a uma empresa sul-africana de propriedade de amigos de Steven e depois depositado numa conta na Suíça, de onde foi retirado pela autoridade dos Emirados Árabes cujo nome não foi divulgado.

O executivo integrou esquema confessado em acordo assinado pela Embraer com a Justiça dos Estados Unidos, do Brasil e da República Dominicana em outubro de 2016. Ao todo, a fabricante brasileira de aviões pagou US$ 205 milhões. O Brasil recebeu R$ 64 milhões do total, que foi distribuído entre o Fundo de Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça, e a Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo o DoJ, o acordo da Embraer resultou em processos contra 11 pessoas. Como os crimes foram cometidos em diversos países e a empresa negocia ações na Bolsa de Valores de Nova York, ela se enquadra nos critérios da Lei de Corrupção Internacional dos EUA (FCPA, na sigla em inglês).

Na quinta-feira (21/12), a fabricante de aviões de grande porte Boeing confirmou ao mercado a informação de que negocia a compra da Embraer por US$ 3,7 bilhões. As negociações foram reveladas esta semana pelo jornal norte-americano Wall Street Journal.

O presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta sexta a jornalistas que não cogita vender o controle da estatal de aviões.
 
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Embraer amplia contrato de suporte com LOT Polish Airlines

Qui Ago 30, 2018 2:24 pm

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A Embraer Serviços & Suporte e a LOT Polish Airlines, companhia aérea nacional da Polônia, líder na Europa Central, assinaram uma extensão do contrato de suporte para atender a frota de 34 E-Jets da empresa polonesa.

Em um contrato de longa duração, a solução de suporte a componentes da Embraer inclui estoque exclusivo no local para a LOT, além da extensão do escopo das Line Replacement Units (LRU) para motores dos jatos E190 e E195. O contrato atenderá a frota atual de 18 jatos E170 e E175s e os 16 jatos E190 e E195 – que incluem os seis E195 adicionais que a LOT arrendou em 2018 da Nordic Aviation Capital (NAC A/S) e que já estão em operação, e quatro novos E190 que a companhia aérea irá operar a partir de janeiro de 2019.

“A LOT é a única companhia aérea a operar todos os quatro modelos do E-Jets em sua frota e estamos honrados com a confiança. É um forte endosso ao nosso serviço de atendimento ao cliente e mostra que atendemos às expectativas ao oferecer as melhores soluções em serviços e suporte a um valor competitivo. Nossa missão é manter o cliente feliz a cada dia e também garantir a satisfação do cliente final, o que nos leva a ter o portfólio o mais competitivo e exemplar do mercado”, diz Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

“Estamos satisfeitos em renovar nossa longa parceria com a Embraer. O suporte da fabricante é uma solução natural e a melhor opção para a nossa frota, uma vez que oferece soluções econômicas e práticas, garante eficiência e resultados competitivos e ainda permite que a LOT se concentre nas operações da aeronave. Nossa companhia aérea reconhece o bom desempenho dos serviços e suporte da Embraer (incluindo a garantia de prazo de entrega de componentes e a qualidade)”, afirma Maciej Wilk, COO da LOT.

O programa faz parte de um conjunto de serviços que a Embraer oferece ou está em desenvolvimento para dar suporte à crescente frota mundial de aeronaves Embraer por meio da TechCare, a nova plataforma que reúne todo o portfólio de produtos e soluções para entregar a melhor experiência de serviços e suporte.
 
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Re: Ex-executivo da Embraer assume culpa em esquema de propina nos EUA

Ter Dez 18, 2018 2:06 pm

Ex-executivos da Embraer são condenados por propina

Dez ex-executivos da Embraer foram condenados nesta segunda-feira (17) pelo juiz Marcelo Bretas por participação no pagamento de propina para militar da República Dominicana em negociação para venda de aeronaves.

Eles foram considerados culpados pelo pagamento de US$ 3,5 milhões ao coronel aposentado da Força Aérea dominicana Carlos Piccini Nunez para garantir a compra de oito aviões Super Tucanos em 2008. A decisão ainda cabe recurso.

O ex-vice-presidente da Embraer Eduardo Munhóz de Campos foi condenado a sete anos de prisão. Outros três ex-vice-presidentes, três ex-diretores e três ex-gerentes foram condenados a seis anos e seis meses de prisão.

O caso da suposta propina foi descoberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que informou autoridades brasileiras sobre os delitos. Temendo as punições em relação ao caso, a Embraer colaborou com as investigações americanas e pagou uma multa de US$ 206 milhões.

A empresa também é suspeita de corrupção na Índia, Arábia Saudita e Moçambique.

As investigações contam com dois delatores, sendo um gerente de contratos da própria Embraer, Albert Close, e o empresário Elio Sonnenfeld, representante da empresa brasileira numa negociação na Jordânia.

Eles relataram que o pagamento a Piccini foi feito por meio de contrato da Embraer com Sonnenfeld de representação na Jordânia. Isso gerou ainda uma acusação por lavagem de dinheiro aos envolvidos.

O militar acabou recebendo, por meio de Sonnenfeld, quando já estava dentro do governo dominicano.

Em interrogatório, nenhum executivo assumiu a ordem de incluir neste acordo o pagamento ao militar dominicano. Dois executivos afirmaram ao juiz Marcelo Bretas que o coronel dominicano atuou como representante comercial da empresa no negócio.

Fonte: Valor
 
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Re: Embraer - Notícias

Qua Set 02, 2020 11:56 am

Ex-presidente e um dos fundadores da Embraer acredita em um novo avião

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Ex-presidente e um dos fundadores da Embraer, o engenheiro Ozires Silva defendeu que a fabricante brasileira invista em projetos de novos aviões para a aviação regional.

Segundo ele, a demanda por voos domésticos deve crescer no Brasil e no mundo como efeito dos impactos da pandemia do novo coronavírus, que afeta mais fortemente as rotas internacionais, ou seja, os aviões de grande porte.

“Este cenário ocorreu com os grandes jatos. Em passado recente, a Boeing americana e a Airbus europeia trouxeram ao mercado grandes aeronaves, como o Boeing 747 e o Airbus 380, agora ambos em processo de retirada de serviço, partindo para a produção de aviões menores e rentáveis”, apontou Ozires.

O engenheiro disse que a Embraer precisa aproveitar essa oportunidade de mercado e investir em novos aviões.

“A nossa Embraer, de grande importância para São José dos Campos, precisa reagir e lançar novos projetos de aviões adequados à essa demanda e, para isso, precisa contar com seus recursos humanos.”

Ozires citou ainda que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, determinou a todos os titulares das entidades de controle e supervisão da Aeronáutica que estudassem e procurassem aplicar as sugestões feitas no Fórum Nacional do Transporte Aéreo, realizado em São Paulo.

A principal delas é a de o governo estimular o desenvolvimento da rede de transporte aéreo regional e da aviação geral no país.

“Hoje, em que pesem as restrições da pandemia da Covid-19, as consequências das decisões implementadas pelo Governo Federal tornaram possível abrir e colocar em operação centenas de pequenas empresas regionais, oferecendo os serviços aéreos à quase 200 cidades brasileiras. Nunca tivemos isso no passado”, apontou Ozires.

E completou: “O que aconteceu precisa ser do conhecimento de São José dos Campos, um dos maiores clusters da indústria aeronáutica mundial, para que a Embraer e seus fornecedores de peças e componentes tomem conhecimento do que está acontecendo no mercado, certamente em processo de grande reativação”.

No final do artigo, Ozires lembrou a importância do fator humano para a aviação: “As empresas precisam compreender que o seu fator mais competitivo é contar com a competência dos seus recursos humanos”.

Atualmente, a Embraer tem nas pranchetas o projeto de um avião turboélice de última geração para a aviação regional (até 70 passageiros), com propulsão que pode ser convencional ou híbrida (elétrica). Segundo a empresa, o projeto pode ser viabilizado por meio de futuras parcerias.

Fonte: O Vale
 
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Re: Embraer - Notícias

Ter Out 06, 2020 11:11 am

India demonstra interesse na divisão de aeronaves comerciais da Embraer

O governo indiano está interessado em comprar a divisão de aeronaves comerciais da Embraer, disse um alto funcionário do governo da Índia.

“Estamos muito interessados. Estamos explorando alternativas ”, disse um funcionário do governo indiano para Subhomoy Bhattacharjee do Business Standard, confirmando um desenvolvimento relatado anteriormente pela Reuters sobre os planos do Brasil de alcançar a Índia e a China como possíveis novos parceiros.

Um dos arranjos que o governo está considerando é um acordo com um fundo soberano para financiar o negócio. Esta é a primeira vez que o governo indiano expressou clara disposição de entrar no negócio. O responsável disse que o interesse da Índia foi comunicado ao governo brasileiro.

Embora a Embraer seja uma companhia aberta com participação acionária diversificada, o governo brasileiro detém o direito de veto sobre a empresa por meio de uma ação de ouro. A empresa, que está atrás da Airbus e da Boeing no mercado de aeronaves comerciais em todo o mundo, perdeu valor rapidamente, especialmente na esteira da pandemia Covid-19, e relatou um prejuízo de US$ 315 milhões no trimestre de abril a junho.

“O governo brasileiro apoiaria naturalmente qualquer contribuição da Embraer para a história de crescimento da Índia e o fortalecimento das relações bilaterais”, disse um porta-voz da embaixada do Brasil, sem divulgar detalhes. Para a Índia, obter a fábrica vai bem com a ambição do governo de desenvolver as credenciais da economia como entidade manufatureira. Tem se empenhado em colocar nomes de marcas no circuito de fabricação nacional.

“Existem riscos em considerar o negócio. Mas onde mais conseguiremos uma empresa semelhante?” perguntou o funcionário citado anteriormente. O assunto vem sendo debatido nas altas esferas de decisão do governo e espera-se uma decisão em breve. O fato de o Brasil também ter lançado a oferta da Embraer para a China acrescentou uma nota de urgência às discussões. O ponto-chave para um possível negócio é, portanto, a instalação da empresa brasileira na Índia. Isso ainda não está claro, mas é de vital importância para o governo garantir, disse o funcionário.

Embora a Embraer não tenha respondido às perguntas do Business Standard, o porta-voz da embaixada disse que os dois países estão felizes em renovar sua parceria estratégica. “A Índia deve ser o maior mercado para a aviação nos próximos anos – apesar do impacto da pandemia. Pelo que ouvimos, os clientes indianos sempre enfatizam a alta qualidade e as vantagens das aeronaves da Embraer”. Enquanto isso, o governo começou a explorar os custos financeiros do negócio e manteve conversações preliminares com entidades na Índia e no exterior para financiar a compra. Uma das opções é financiar o negócio em conjunto por meio de um fundo soberano.

A avaliação da empresa que ocupou o mercado de aeronaves de médio porte caiu até mesmo dos US$ 4,2 bilhões em que a Boeing estava programada para obter 80 por cento de participação quando as negociações foram canceladas em abril deste ano. Também incluiu uma participação de 49 por cento no programa de jatos de transporte militar C-390 Millennium da Embraer.

O governo não tem um modelo para fazer um negócio dessa escala. Todas as aquisições no exterior de ativos de petróleo e gás foram feitas por empresas estatais. Essas empresas tiveram acesso a fundos do governo, principalmente como garantias para levantar empréstimos no exterior para comprar os ativos. Das duas entidades de aviação civil, a Air India está doente e não tem condições de levantar dinheiro no país ou no exterior; o outro fabricante de aeronaves, a Hindustan Aeronautics (HAL), tem um balanço patrimonial muito fraco para fazer uma oferta. A reportagem da Reuters citou RK Tyagi, ex-presidente da HAL, que ele escreveu ao governo, pedindo-lhe que agisse rapidamente. Conseqüentemente, é um novo território para o governo indiano atravessar.

Fonte: Reuters

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