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As companhias aéreas brasileiras receberam do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), responsável pelo controle do espaço aéreo brasileiro, a informação de que problemas como o que aconteceu em 20 de julho — quando uma pane no sistema de radares do aeroporto de Congonhas afetou dois mil voos, entre atrasos, cancelamentos e rotas alternadas — não devem se repetir.
Em reunião entre o tenente-brigadeiro do ar Jeferson Domingues de Freitas, o atual diretor-geral do órgão, e o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, que representa Gol, Latam, Azul e Avianca, o Decea explicou em detalhes o que aconteceu.
Naquele dia, instabilidades no fornecimento de energia elétrica ao prédio em que funcionam as telas de visualização dos radares do aeroporto de Congonhas, na capital paulista, foram registradas às 23h30 de quinta-feira (dia 19), às 4h30 e às 10h30 da sexta-feira (dia 20), e o abastecimento de energia elétrica foi normalizado ao meio-dia.
Conforme antecipou na quinta-feira, véspera do encontro com a Abear, o chefe do subdepartamento de Operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, o problema foi determinado por dois eventos independentes que ocorreram em sequência.
Na véspera da pane em Congonhas, dois equipamentos que permitem a manutenção dos sistemas de radares em Congonhas queimaram durante testes rotineiros. Na sexta-feira seguinte, um poste próximo ao prédio da sala de controle sofreu avaria e teve que passar por manutenção.
Após o encontro, o presidente da Abear disse ao Valor que confia no sistema e afirmou que o ocorrido foi efetivamente um evento pontual. “Recebemos as explicações técnicas do Decea, que apontou os fatores que provocaram a pane. O sistema é seguro”, disse Sanovicz.
Fonte: Valor
