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Avião atropela capivara e sai da pista durante aula de instrução no aeroporto de Campo Grande

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) realiza nesta quarta (11) uma vistoria para verificar as condições de segurança do Aeroporto Internacional de Campo Grande e possíveis irregularidades que possam ter ocasionado o acidente com o Cessna 150 matrícula PR-WDB. A equipe de investigação chegou ao local por volta das 10h e ainda não há informações sobre os resultados da perícia.

Em nota, a o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou que o objetivo da investigação é prevenir novos acidentes com a mesma característica e que ainda não há informações conclusivas. “A Ação Inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”.

Na noite de terça (10), uma capivara foi atropelada por uma aeronave de instrução na pista principal do Aeroporto. No momento do acidente, uma aluna e seu instrutor faziam aulas práticas e perderam o controle da aeronave, mas não se feriram. De acordo com o advogado da escola de aviação Fly Company, Humberto Figueiró, o acidente poderia resultar em vítimas fatais. “Não estamos falando de uma pista no interior do estado, é um aeroporto internacional com muitos passageiros. Se fosse um voo comercial, poderia causar uma tragédia”.

Figueiró ainda afirma que a capivara não deveria ter sido retirada do local antes da realização da investigação e que o ocorrido deveria ter sido evitado. “Este foi um acidente completamente previsível, por ser uma cidade onde há grande população de capivaras”. Segundo informações obtidas pela reportagem, a Infraero e a Base Aérea de Campo Grande seriam os responsáveis pelo monitoramento e pela fiscalização do grupo de animais próximos ao Aeroporto.

O acidente

A diretora da escola de aviação Fly Company, Delci Tasinato, conta que a aluna já estava em fase final das aulas, quando praticava voos noturnos. “Quando o aluno sai da instrução, tem aulas noturnas. O instrutor estava decolando, já havia tirado a roda do chão quando pegou na capivara”.

A diretora da escola afirma que o animal morreu na hora e os integrantes do voo não se machucaram, foi apenas um susto. “Na hora, eles nem sabiam o que era. O avião desgovernou, foi para o lado, para a pista auxiliar e deslizou na grama até parar. O trem de pouso quebrou e a asa do avião bateu no chão”.

A escola de aviação acredita que o Aeroporto deva ser responsabilizado, por ser o responsável pela segurança no local e o prejuízo com a aeronave é calculado em torno dos R$ 80 mil. “Temos este prejuízo material, mas também o psicológico. Uma pessoa que passa por um susto destes deve ter acompanhamento profissional”, diz o advogado Figueiró.

Segue a nota na íntegra da Infraero:

A Infraero informa que as investigações sobre a ocorrência envolvendo a aeronave PR-WDB estão a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e que a empresa está colaborando com os trabalhos.

A pista do Aeroporto de Campo Grande chegou a ficar fechada entre ficou 19h42 às 20h12 do dia 10/04 após o pouso da aeronave em questão, mas sem causar impacto às demais operações do aeroporto.

Sobre o relato de que o incidente teria sido causado pela presença de uma capivara, a Infraero informa que o Aeroporto de Campo Grande conta com medidas visando à prevenção e mitigação de ocorrências com fauna, realizadas por meio de seu Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna (PGRF), que estabelece procedimentos permanentes, sazonais e eventuais, incorporados à rotina operacional do aeroporto.

Entre as ações adotadas, são realizadas vistorias periódicas na área operacional do aeroporto para monitoramento de fauna, especialmente de aves, e de fatores do ambiente que as atraem; ações de controle da vegetação, visando à redução da atratividade do ambiente para a fauna; e a promoção de campanhas de conscientização internas e externas sobre o risco da fauna e formas de prevenir a atração da fauna no aeroporto e seu entorno.

Além disso, todas ocorrências relacionadas ao tema são reportadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e, quando observada a presença ou aglomeração de animais em áreas externas ao sítio, que possam causar interferência nas operações do aeroporto, a Infraero comunica os órgãos locais responsáveis para a adoção das ações necessárias.

Fonte: G1 / Midiamax

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