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Video: Avião que caiu no RS seria demonstração aos futuros donos

Por volta das 10h40 da sexta, em 3 de abril, o Piper Jetprop DLX prefixo PS-RBK caiu e se chocou contra um restaurante em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. As quatro pessoas a bordo da aeronave morreram.

Imagens registradas por câmeras de segurança da prefeitura captaram o momento em que o avião cai. Em seguida, é registrada uma explosão.

O avião decolou de Itápolis, município do noroeste paulista, em direção ao Rio Grande do Sul. A aeronave ainda fez escala na cidade de Forquilha, em Santa Catarina, para abastecer.

De acordo com o proprietário, Allan Peluzzi, dono da Peluzzi Aviation, empresa de venda e aluguel de aviões, a aeronave estava se deslocando para Capão da Canoa para ser vendido.

O voo que acabou em tragédia seria uma demonstração da aeronave aos futuros donos. Essa era a primeira vez do casal em um avião deste tipo.

Conforme a Brigada Militar, a aeronave “estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair”.

Nenhum dos quatro ocupantes da aeronave resistiu ao impacto. As vítima foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, que eram casados, o sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.

O casal estava à frente de uma feira itinerante inspirada na tradicional Feira do Bordado de Ibitinga, uma das maiores feiras de enxovais da América Latina, realizada anualmente na cidade do interior de São Paulo. A feira organizada pelo casal utilizava a reputação do polo têxtil de Ibitinga para promover eventos comerciais em diferentes cidades do RS.

O piloto e sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, Renan Saes, publicou um vídeo nas redes sociais momentos antes da fatalidade. Na postagem, feita por volta das 9h em seu perfil pessoal, é possível ver imagens da vista da janela do avião.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul liberou os corpos das quatro vítimas e os velórios passaram a ser realizados entre a noite deste sábado (4) e a manhã de domingo (5), em três estados diferentes: Capão da Canoa (RS), Itápolis (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).

As causas

As causas do acidente ainda são desconhecidas. A Força Aérea Brasileira (FAB) é a responsável por apurar o que ocorreu por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.

A ação inicial é quando profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.

Paralelamente, a Polícia Civil do RS instaurou um inquérito para investigar a queda do avião. A polícia fará a apuração criminal dos fatos, com o objetivo de verificar eventual ocorrência de ilícitos penais, esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades decorrentes do evento.

Fonte: G1

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