Militar

Caças da Marinha voltam a realizar exercício de interceptação noturna

O 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1), em conjunto com o Navio Aeródromo Multi-propósito “Atlântico” (A-140), participou de um exercício de controle aéreo de interceptação, visando o aperfeiçoamento dos Controladores Aéreos de Interceptação (CAINT) recém-formados no Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão (CAAML).

O exercício teve como objetivo, além do adestramento dos controladores, destacar o papel importante do binômio aeronave de caça-navio de comando e controle na defesa aeroespacial da Esquadra com a realização de interceptações durante o período noturno, uma ação que não era praticada pelo EsqdVF-1 desde 2019.

O exercício reforça o compromisso da Marinha do Brasil em manter sua prontidão e eficácia operacional, ainda que diante de desafios complexos. Além disso, ressalta a importância da cooperação e integração entre diferentes componentes da Esquadra para garantir a segurança e soberania das Águas Jurisdicionais Brasileiras.

Frota

Atualmente, dos 26 caças adquiridos, seis estão operacionais, tornando a Marinha do Brasil detentora do único esquadrão naval de Skyhawk A-4 no mundo.

A-4KU Skyhawk II N-1004

Os caças em operação são: N-1001, N-1004, N-1008, N-1021 e N-1022.

História

Ao chegarem no Brasil em 1998, o McDonnell Douglas A-4KU Skyhawk recebeu a designação AF-1 “Falcão” para o modelo monoplace e AF-1A para o biplace.

Esse foi um momento histórico – a retomada da aviação de asa fixa pela Marinha – e seus pilotos foram enviados para os EUA, onde foram treinados e qualificados na Marinha dos EUA.

O dia 18 de janeiro de 2001 foi histórico na Marinha do Brasil, pois foi o dia que a aviação de asa fixa renasceu na Marinha do Brasil, quando o primeiro AF-1 pousou no convoo do porta-aviões A-11 Minas Gerais. Neste mesmo dia aconteceu o primeiro lançamento por catapulta de um A-4 pela Marinha do Brasil e seus pilotos.

No final de 2001, a Marinha do Brasil adquiriu da França o porta-aviões Foch, planejando substituir o A-11. Renomeado como A-12 São Paulo, o novo navio foi declarado operacional em 2003. Nos anos seguintes, a Marinha e os Falcões operaram em equilíbrio, com os militares da Marinha cada vez mais independentes nas operações com o jato.

Porém, o A-12 apresentou problemas graves, afetando a operacionalidade dos Skyhawks. Em 2004, uma explosão numa das catapultas resultou na morte de um tripulante, e o navio passou mais tempo em doca do que em operações. Os Skyhawks brasileiros tornaram-se os últimos do mundo a decolar de porta-aviões.

Quando a Marinha comprou esses 23 jatos A-4KU do Kuwait, trazidos para o Brasil em setembro de 1997, eles foram renomeados como AF-1, eles formaram o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, inaugurado em 1998.

Entretanto, a idade dos jatos e a falta de peças de reposição e suporte de manutenção no Brasil afetaram sua disponibilidade e horas de voo, levando à redução gradual da frota. Em 2008, em situação crítica, apenas dois dos aviões estavam em condições de voar.

Desde a década de 1960, a Marinha lutou com a Força Aérea para operar suas próprias aeronaves de asa fixa em seu porta-aviões.

Modernização

Em 15 de abril de 2009, a Embraer e a Marinha do Brasil firmaram um contrato para modernizar suas aeronaves, equipando-as com avançados sistemas, incluindo radares israelenses ELTA 2032, HUD, CMFD, HOTAS, OBOGS, entre outros. Essas atualizações permitiam o rastreamento de até 64 alvos marítimos simultaneamente.

A-4 Skyhawk N-1021

Entretanto, em fevereiro de 2018, devido a restrições orçamentárias e à desativação do porta-aviões, o programa de modernização foi reduzido a seis aviões. Apesar de um acidente que danificou um dos jatos, o esforço conjunto da Embraer e da Marinha permitiu sua recuperação.

Esses Skyhawks modernizados realizam uma variedade de atividades, desde interceptação aérea até apoio aos Fuzileiros Navais. A versão bipilotada, AF-1C, também serve como aeronave de treinamento para pilotos em qualificação.

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