
Atualizado 20h43 – O monomotor Cirrus SR-22 matrícula PS-VAC fez um pouso forçado no final da manhã deste sábado (11), na região de Morro Vermelho, limite de Sabará e Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, seis pessoas estavam na aeronave. Entre elas, uma criança de 3 anos e outra de apenas três dias. Todos passam bem.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/z/S/SmtreKSwq6QMBlqRz7mA/photo-4927153153481223898-y.jpg)
No momento foi acionado o paraquedas balístico, permitindo a segurança dos tripulantes durante a queda.
A aeronave decolou do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte e quando estava no ar, teve uma perda de potência. Segundo o Corpo de Bombeiros, todos os tripulantes da aeronave foram avaliados e dispensaram o atendimento médico.
Apesar de levar seis pessoas (4 adultos, uma criança e um recém-nascido), a Anac afirma que a capacidade da aeronave é para quatro passageiros. Ninguém se feriu durante o pouso forçado.
Detalhes
O Cirrus SR-22 PS-VAC decolou 11h29m horário local da pista RWY13 do Aeroporto da Pampulha (PLU/SBBH). Oito minutos após a decolagem, o controlador da torre (TWR-BH) solicitou se o helicóptero Helibras AS-350 B2 Esquilo do Corpo de Bombeiros de MG callsign Arcanjo 03 (prefixo PR-BNU), que se aproximava para pouso, poderia atender a ocorrência de uma aeronave que manteve a radial 131 do eixo de decolagem e a aproximadamente 15nm (quinze milhas náuticas, pouco mais de 24km) havia acionado o paraquedas.
O helicóptero BK-117 matrícula PS-CAR, que também se aproximava para pouso, se prontificou a prestar apoio e iniciou a arremetida, mas foi solicitado o retorno devido o Arcanjo 03 já estar em deslocamento para a área onde o Cirrus se encontrava.
As decolagens foram suspensas por alguns minutos após o incidente devido o atendimento da ocorrência estar no segmento do eixo da pista.
O Arcanjo 03 retornou ao aeroporto 13h05m horário local, pouco mais de 1h20m após ter sido solicitado o atendimento.
Sistema CAPS
Em 1985, Alan Klapmeier, co-fundador da Cirrus Aircraft, sofreu um acidente onde sua aeronave colidiu com outra em voo. Por sorte, Alan e seu instrutor conseguiram pousar com segurança. Este fato fez com que a Cirrus desenvolvesse o sistema de paraquedas (CAPS) e este passou a fazer parte de todas as aeronaves Cirrus que saíram de fábrica desde a sua concepção.

Para que o paraquedas trabalhe corretamente, a máxima velocidade nominal de ativação do CAPS é de 133 a 140 kt, dependendo do modelo e um mínimo de 400 ft AGL em voo nivelado ou 920 ft em parafuso.

O piloto ou até mesmo um passageiro podem facilmente acionar o sistema através de uma alavanca localizada no teto da aeronave. O acionador tem dispositivos que evitam o acionamento acidental.
Fonia do PS-VAC:
