
Na manhã desta segunda (29), passageiros de um voo da Azul Linhas Aéreas, que saiu de Fortaleza as 9h40c om destino a Belém, ganhava altitude quando passageiros relatam que ouviram fortes estrondosos no lado externo da fuselagem da aeronave, ao mesmo tempo em que as luzes e monitores afixados na parte traseira dos assentos apagaram.
Logo após o ocorrido, o piloto anunciou que houve uma colisão com aves, especificamente urubus, e que seria necessário retornar ao aeroporto de Fortaleza, por questões de segurança, já que, conforme disse o comandante aos passageiros, a estabilidade da aeronave teria sido afetada.

Por conta da quantidade de combustível nos tanques, o Embraer E195AR prefixo PR-AYW estaria com peso superior ao recomendável para pousar, por esta razão, seria necessário voar por mais alguns minutos para queimar o querosene e poder retornar ao solo.
“Foi uma revoada de urubus que colidiram com a asa esquerda do avião. Então apagou tudo e começou a apitar uns sons. O piloto avisou que era preciso ficar sobrevoando por um tempo para poder pousar. Não lembro quanto”, relatou Glaucia Tavares, passageira da aeronave.
Após vários minutos é que a aeronave pode, finalmente, pousar em segurança. “Na hora que tava subindo, os urubus bateram na asa”, conta Raimundo Freitas, um dos passageiros do voo.
Após o pouso de emergência, equipes de segurança e bombeiros se aproximaram da aeronave.
A Azul emitiu uma nota afirmando que “a aeronave que fazia o voo AD 4100, que partiu de Fortaleza com destino a Belém, colidiu com um pássaro após a decolagem e precisou retornar ao aeroporto de origem”, que o pouso e o desembarque dos clientes ocorreram normalmente e que “o avião passará pelas vistorias necessárias”.
A empresa ainda informou que “em função do ocorrido, os voos AD 4100, AD 2618 (Belém-São Luís do Maranhão) e AD 2602 (São Luís do Maranhão-Belém) foram cancelados. A Azul destaca que os Clientes impactados pelos cancelamentos receberam toda a assistência necessária da equipe local, conforme prevê a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e foram reacomodados em outros voos da empresa” e “a companhia lamenta eventuais aborrecimentos ocorridos e ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações”.
Fonte: DOL
