
A aeronave Comp Air 7 prefixo PT-ZRC ano 2007, apreendida pela Polícia Civil em 2012, no Aeroporto Municipal de Americana, está sendo leiloada com lance mínimo de R$ 120 mil até o dia 24 de julho. O antigo proprietário não foi localizado à época para prestar depoimento, e ela acabou sendo alienada.
No site da empresa Sumaré Leilões, responsável por organizar o certame, consta que ela não possui certificação técnica e que está avariada por um incidente em um pouso, ocorrido em 2012.
Na época, o piloto estava com a permissão para voar vencida, e disse que foi contratado para testar os freios do avião por um homem conhecido como “Sérgio Malandro”. Após um voo rápido, os freios travaram na aterrisagem e a aeronave derrapou, sendo necessário um guincho para tirá-la do meio da pista do Aeroporto de Americana.
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De acordo com o processo da 1ª Vara Criminal de Americana, o documento da aeronave apontava a identidade do proprietário – em depoimento, ele afirmou que já havia repassado o item para o autônomo Marco Aurélio de Oliveira Lopes, de 52 anos. Para isso, apresentou o comprovante de venda, que teve a autenticidade confirmada pela perícia.
Começaram as buscas para que o indivíduo fosse ouvido dentro do inquérito policial instaurado pela Delegacia Seccional de Americana, mas o suspeito não foi encontrado no endereço de Mogi das Cruzes dado às autoridades. Ele respondia na ocasião por acusações de estelionato e violência doméstica.
Diante da impossibilidade de localizar o dono, o promotor de Justiça Sergio Claro Buonamici opinou em 28 de setembro de 2018 favoravelmente ao leilão do bem apreendido, decisão que foi acatada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 8 de novembro.
Procurado na tarde da última quinta (28/5), o dono do monomotor negou ter sido proprietário da aeronave. “Esse avião não era meu”, disse.
Após quatro anos da apreensão, a denúncia contra o piloto da aeronave prescreveu e ele não foi punido. O suspeito respondia por contravenção penal, enquadrado no artigo 33, que trata sobre “pilotar aeronave sem estar devidamente licenciado”.
Fonte: O Liberal
