
O Museu Aerospacial da Força Aérea Brasileira (MUSAL) receberá em breve seu primeiro T-27 Tucano, e será o T-27 com a pintura especial de 30 anos de operação na FAB, que foi desmontado pelo Grupo Logístico (GLOG) da Academia da Força Aérea (AFA) e colocado sobre uma carreta para ser levado até o MUSAL no Rio de Janeiro onde ficará preservado junto com outras aeronaves históricas da FAB.
Utilizado pelos cadetes em treinamento na FAB, o T-27 com pintura especial foi apresentada ao público pela primeira vez na cerimônia de formatura dos aspirantes-a-oficial, realizada no dia 6 de dezembro de 2013, na sede da AFA, em Pirassununga (SP).

O Tucano surgiu da necessidade da FAB de substituir a antiga aeronave de treinamento T-37, que seria descontinuada pela fabricante Cessna. Nascia assim uma máquina com desempenho notório, reconhecido internacionalmente. As características do T-27 fizeram com que o avião fosse exportado para países como Argentina, Colômbia, Venezuela, Peru, Paraguai, Honduras e Irã. No Reino Unido, foi escolhida para se tornar aeronave de treinamento básico, licenciada e produzida localmente.
O protótipo do treinador voou pela primeira vez em 19 de agosto de 1980, com um desenho avançado para a época. Suas características acabaram tornando-se padrão para outras aeronaves de treinamento, com trens de pouso retráteis, assentos em tandem (um à frente do outro, sendo o de trás mais alto), pontos para utilização de armamento e, inclusive, sendo a primeira aeronave do gênero com assentos ejetáveis. Possui grande autonomia de voo (quatro horas e meia somente com o tanque interno), robustez, comandos precisos, boa margem de manobra mesmo à baixa altitude, confiabilidade, visibilidade e capacidade de voo em diferentes condições climáticas.
Desenvolvida por meio da parceria entre a FAB e a Embraer, até hoje, os T-27 são empregados pela FAB para instruções em voo aos novos pilotos. As aeronaves também foram utilizadas para demonstrações da Esquadrilha da Fumaça.
Fonte: AFA
