
Mesmo após a compra pela VoePass, a amazonense MAP Linhas Aéreas continua enfrentando desafios que prejudicam sua malha aérea e seus planos de ampliar operações no norte do país. A grande quantidade de aeronaves paradas é um desses problemas.
Em dezembro, deputados representantes da região Bacia Amazônica afirmaram que a empresa tinha abandonado a região após a compra pela Passaredo.
Naquela época, a empresa tinha prometido restaurar sua malha no norte, afirmando, inclusive, que tudo estaria normalizado até o dia 20 de março.
Uma análise das bases de dados da ANAC, revelou um percentual de cancelamentos ou atrasos superiores a 30 minutos.

A ANAC não emite laudos para cancelamentos de voos de companhia aérea, sendo a mesma apenas obrigada a emitir uma carta de cancelamento e/ou atraso, seguindo a Resolução 400 da própria agência.
Frota
Mais da metade da frota da empresa está parada devido irregularidades relacionadas às inspeções obrigatórias de manutenção.
A frota é composta de seis aeronaves turboélice ATR, sendo metade do modelo ATR-42, que leva até 48 passageiros, e metade ATR-72, que leva até 78 passageiros.
Dos 3 ATR-42, apenas um está em situação regular para voos, o PT-MFE. Os outros dois de matrículas PR-MPN e PR-MPO estão impossibilitados de voar segundo os registros da ANAC.
O PR-MPN foi a aeronave envolvida no pouso de barriga em Manaus em junho do ano passado. Desde então, ele está parado na capital do Amazonas com seu Certificado de Aeronavegabilidade cancelado devido ao acidente (Certificado de Aeronavegabilidade é o documento que indica que a aeronave está em condições regulares de voo, tanto de forma física quanto documental).
O PR-MPO está com o mesmo certificado vencido, devido à não realização de IAM – Inspeção Anual de Manutenção (a IAM é uma verificação física e de documentos de bordo, que visa avaliar se a aeronave vem sendo mantida em condições aeronavegáveis, não estando atrelada a realização de um serviço corretivo se tudo estiver regular).
Os ATR 72, a situação é similar: são três, sendo que o de matrícula PR-MPN também está com a IAM vencida e o de matrícula PR-MPN está com o Certificado de Aeronavegabilidade vencido.
No caso do PR-MPY, a aeronave estaria em manutenção nos hangares da Passaredo em Ribeirão Preto para poder regularizar a situação.
Sendo assim, sobra apenas um ATR 72, que é o PR-MPW, porém, este está em São Paulo realizando os novos voos da VoePass para Congonhas e o interior do país.
Para amenizar a situação da MAP, a Passaredo cedeu um ATR-42, de matrícula PR-PDP. Esta seria a única aeronave a operar em conjunto com o PT-MFE.
Dois novos ATR chegaram recentemente para a VoePass. São eles os ex-Jet Airways M-ABMB, que já está em Ribeirão Preto para ser pintado nas cores da companhia, e o M-ABMC, que está em Confins para nacionalização.
As matrículas brasileiras destas aeronaves ainda não foram definidas, porém, a expectativa é que as duas operem apenas para a Passaredo, nesse caso voando no Sudeste, principalmente no Aeroporto de Congonhas na capital paulista.
Aluguel de aviões de outras empresas
A MAP tem usado o ATR 42-500 prefixo PR-OHS da OMNI Taxi Aéreo e o Embraer EMB-120 Brasília prefixo PR-STZ da empresa Rico Taxi Aéreo para ajudar nos voos da Região Norte.
Fonte: AeroIN
