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A340 da South African faz escala em Guarulhos em seu caminho aos EUA

Pousou na tarde de terça (28) no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o Airbus A340-642 da South African Airways de matrícula ZS-SNH, que será o primeiro do modelo a ser aposentado pela companhia sul-africana. A retirada dos quadrijatos da frota é motivada pela chegada de aviões mais modernos e eficientes, como o Airbus A350.

Recentemente, a South African iniciou um processo de licitação para a venda de nove aviões do modelo, enquanto isso eles deverão permanecer estocados até encontrarem um comprador.

O ZS-SNH decolou as 18h09 local para San Bernardino, no sul da Califórnia. A cidade tem um grande aeroporto, que é também um cemitério de aviões, onde o quadrijato aguardará seu destino.

Renovação de frota

“Depois de recebermos os quatro novos Airbus A350-900, tornou-se necessário vender nossos modelos mais antigos para acomodar os novos modelos que contam com recursos superiores, como a cabine mais silenciosa proporcionando um ambiente de voo mais relaxante, mais assentos com espaço extra para as pernas na classe econômica e leitos na classe executiva”, disse Zuks Ramasia, CEO da SAA.

“Quando recebemos cinco A330-300 no final de 2017 e início de 2018, já tínhamos planejado aposentar cinco A340 na época, mas devido ao processo de manutenção, a retirada das aeronaves antigas foi adiada. Agora chegou o momento de vendê-las”, disse ela.

Os novos A350 começaram a operar na sua malha internacional da empresa na semana passada, com voos para Nova Iorque. A companhia aérea anunciou a venda das nove aeronaves em 10 de janeiro. A data de final para envio de propostas é 30 de janeiro às 11h00, horário da África do Sul.

As aeronaves à venda costumavam operar em rotas domésticas de alta densidade e internacionais, que agora serão operadas pelos A330 e A350-900.

SAA pode receber financiamento

A South African Airways recebeu acesso a aproximadamente US$ 239 milhões do Banco de Desenvolvimento da África Austral (DBSA) para evitar sua falência, segundo a Bloomberg. A companhia já cancelou alguns voos este mês após o governo perder o prazo de fornecer verba como parte dos termos de proteção de falência.

A SAA acumula um saldo deficitário desde 2011 e sobrevive com o plano de resgate financeiro governamental. Os profissionais de business rescue da companhia têm até o final de fevereiro para oferecer um novo plano, mas o Tesouro Nacional reluta em comprometer mais fundos estatais como parte dessa estratégia.

A DBSA planeja investir em projetos de infraestrutura na África do Sul e no restante do continente com o intuito de ajudar no desenvolvimento econômico. As opções de financiamento necessárias para uma reestruturação após a adoção do plano já estão sendo consideradas. A companhia afirma ainda que encontrar um parceiro de patrimônio e preservar os empregos dos funcionários continuam sendo as prioridades.

Atualmente, a companhia aérea conta com mais de 5 mil funcionários e milhares de fornecedores e empresas associadas, em um país com uma taxa de desemprego de 29%. A SAA também opera rotas para 21 destinos na África e em cidades mais distantes, incluindo Nova York e Londres.

Fontes: AeroIN / Bloomberg

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