
A Avianca completou nesta quinta (5) 100 anos de atividade, tornando-se a segunda aérea mais antiga do mundo, depois da KLM. Apesar da data comemorativa, a empresa não vive o seu melhor momento. Há meses passa por um profundo plano de reestruturação, brigas judiciais e diversas tentativas de se desvencilhar da sua ex-parceira Ocean Air (mais conhecida como Avianca Brasil).
Em agosto deste ano, a colombiana, por meio de seu CEO, Anko van der Werff, anunciou o “Avianca 2021”, plano de reestruturação que tem como principal objetivo melhorar e otimizar as operações da companhia. A reestruturação foi montada com base em cinco pilares: rede de rotas, frota, operação, desinvestimentos e fortalecimento da situação financeira da aérea. “A nossa intenção é assegurar um futuro ainda mais próspero à Avianca”, disse Anko, na ocasião.
Nos últimos meses, a empresa cancelou 25 rotas e fez uma redistribuição de capacidade em cidades como Barcelona, Buenos Aires e Santiago do Chile. Além disso, passou por uma otimização de sua frota, com o objetivo de reduzir consideravelmente seus custos com manutenção. Com isso, 39 aviões foram devolvidos ou vendidos.
Avianca Brasil
No Brasil, a empresa também fez importantes mudanças em 2019, principalmente após a quebra de sua parceira Ocean Air. Apesar de nunca ter feito parte do conglomerado Avianca Holdings, a brasileira desde 2010 tinha o licenciamento dos direitos e uso da marca, exatamente idêntica à colombiana.
As duas empresas utilizavam não apenas a mesma pintura em seus respectivos aviões, mas também compartilhavam do mesmo check-in nos aeroportos e o mesmo time comercial. A equipe da Avianca Colômbia, por exemplo, era responsável pelo atendimento e operações da brasileira no Exterior, nos aeroportos de Miami, Nova York e Santiago. Com a suspensão das atividades da Ocean Air, a holding voltou a ter operação própria em solo brasileiro. O novo time de executivos no Brasil, por exemplo, foi anunciado em agosto deste ano.
A Avianca opera dois voos diários entre Bogotá, na Colômbia, e São Paulo, mais dois voos saindo do Rio de Janeiro, sendo um para Bogotá e outro para Lima, no Peru, e mais um de Porto Alegre para Lima. Todos eles, de acordo com os executivos, com ocupação média acima de 80%.
Para suprir o vazio deixado pela Ocean Air, que era responsável pela conexão dos passageiros com destino ou origem para Colômbia, a Avianca concluiu recentemente acordos de codeshare com Gol e Azul.
Fonte: Panrotas

