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JetSMART terá voos de Santiago para São Paulo, Salvador e Foz do Iguaçu

A JetSmart, empresa aérea chilena debaixo custo, vai iniciar suas operações para o Brasil no fim deste ano, com um voo ligando Salvador e Santiago. No início de 2020, abre linhas também para Foz do Iguaçu e São Paulo. A partir de outubro e até janeiro, a companhia vai receber seis aviões Airbus 320neo, ampliando em 55% a atual capacidade, investimento de US$ 660 milhões.

O Rio de Janeiro deverá ser atendido em uma segunda leva de destinos, afirmou Estuardo Ortiz, CEO e fundador da empresa. As tarifas custarão a partir de R$ 269 por trecho.

— Vemos uma grande oportunidade de crescimento na América do Sul. Já temos empresas em Chile e Argentina e voamos também para o Peru. O Brasil é nosso quarto país na região. Por ora, vamos conhecer o mercado, mapear oportunidades. Futuramente, podemos avaliar se seria viável ter uma subsidiária no país — disse o executivo, que anunciou as operações na manhã desta terça-feira em Salvador.

A JetSmart é a terceira low-cost a anunciar operações no Brasil, e teve aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no fim de agosto. A também chilena Sky Airline  já mantém voos para o Brasil desde novembro de 2018, com ligações para Rio, São Paulo e Florianópolis. Na virada para 2019 para 2020, também começará a voar para Salvador. Desde março deste ano, a Norwegian voa entre Rio e Londres.

As argentinas Flybondi e Avian também pediram autorização à Anac para voarem para o país. A Avian, contudo, suspendeu o processo após a crise da Avianca Brasil. Em paralelo, a Globalia, companhia espanhola dona da aérea Air Europa, recebeu em maio aval da Agência para criar uma subsidiária brasileira regular, atuando no mercado doméstico, mas fora do modelo de baixo custo. O plano de operação ainda não foi apresentado.

Sobre a empresa

A JetSmart foi criada no Chile em meados de 2016, iniciando as operações um ano depois. De lá para cá, já transportou mais de 4 milhões de passageiros. Com uma frota de 11 Airbus 320, terá mais seis desses aviões até janeiro, devendo alcançar uma centena na frota em 2026, quando prevê chegar também a cem milhões de passageiros.

A companhia se define como de ultrabaixo custo, com tarifas que cobrem apenas o transporte ponto a ponto e uma pequena bolsa de mão. Qualquer outro opcional é pago à parte.

A empresa pertence ao fundo americano Indigo Partners, especializado em desenvolver empresas de baixo custo. No momento, controla também as companhias low-cost Frontier Airlines, nos Estados Unidos, a mexicana Volaris e a húngara Wizz Air. Na América do Sul, a meta é ampliar as operações da JetSmart. Desde abril, conta com uma filial na Argentina, onde já opera no mercado doméstico.

— Apesar da situação econômica argentina, estamos crescendo no país. Nós montamos nossa malha de forma a não disputar diretamente as linhas já estabelecidas pelas concorrentes. Buscamos nichos onde ninguém voa ou há pouca oferta, atraindo, com o preço reduzido da tarifa, passageiros que não utilizam o transporte aéreo — explica Ortiz.

No Chile, afirma o executivo, o preço médio dos bilhetes domésticos recuou em cerca de 50% com a entrada da JetSmart no mercado, “mas houve um salto quase da mesma ordem no número de passageiros transportados no país”, sustenta ele.

Voos

No Brasil, as operações terão início pelo voo para Salvador, com três saídas semanais durante o verão, passando para duas no restante do ano. A linha para Foz do Iguaçu começa a ser operada em 5 de janeiro, com suas saídas por semana; São Paulo, em 20 de março, também com duas frequências por semana. A passagem vai custar a partir de R$ 269 por trecho, já com as taxas incluídas, entre Foz do Iguaçu e Santiago, e a partir de R$ 299 para São Paulo e Salvador.  A estimativa é transportar perto de cem mil passageiros por ano nas três rotas.

Em 27 de dezembro, primeiro voo entre Salvador e Chile, a tarifa mais baixa disponível é de R$ 528. Em 7 de janeiro, recua para R$ 278,16. No caso de Foz, a valor mais barato para a estreia, em 5 de janeiro, é de R$ 426. Para São Paulo, contudo, em 20 de março, o trecho está custando a partir de R$ 284, abaixo da tarifa anunciada.

A escolha das três primeiras cidades atendidas pela chilena no Brasil foi norteada por estudos de demanda, ficando em cidades de classe média, com atratividade também para receber os chilenos.

— Foz terá a primeira ligação com o Chile e é um destino com altíssimo potencial turístico, como também Salvador, mas que tem também atrativo comercial. São Paulo é muito grande e com muitas oportunidades. No Rio, os custos ainda são mais altos, mas pode vir numa segunda etapa — disse ele.

Fonte: O Globo

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