
Quatro empresas aéreas solicitaram horários de pousos e decolagens que eram operados pela Avianca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Azul e a amazonense MAP solicitaram 41 slots cada no terminal paulista. Já a Passaredo requereu 30 horários e a companhia Two pediu outros 14 slots no terminal paulista.
Há 41 horários que eram da Avianca e serão redistribuídos entre as solicitantes. As solicitações para ocupar o lugar da Avianca foram encaminhadas na segunda (29).
A partilha dos horários ocorrerá sob uma nova regra temporária aprovada pela Anac e que beneficia diretamente a Azul. As concorrentes Latam e Gol não poderão disputar os slots.

Pela nova regra, companhias consideradas “entrantes” – aquelas que têm até 54 voos por dia no aeroporto – poderão disputar 100% dos horários da Avianca. Antes, a regra para ser considerada “entrante” delimitava as companhias que tinham apenas 5 horários diários – o que excluía a Azul.
De acordo com portaria divulgada na segunda pela Anac, “para realizar a alocação igualitária” dos horários em Congonhas, será adotada, quando possível, a “distribuição de pares de slots (chegada e partida) em regime de rodízio, observando o porcentual do banco de slots que será distribuído inicialmente às empresas aéreas entrantes no aeroporto”.
MAP se diz pronta
Segundo seu presidente, Héctor Hamada, a MAP, que tem sede em Manaus, está pronta para começar a oferecer voos na ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo, a rota mais lucrativa do país. “Já tínhamos contratos de leasing de mais aeronaves prontos para aumentar nossa frota e começar a servir mais destinos na nossa região, como Acre e Maranhão. Mas ir para o sul é uma grande oportunidade de dar um salto”, afirma.
A MAP é controlada pelo piloto Marcos Pacheco. O nome da companhia inicialmente aludia ao dono, porém, depois passou a chamar Manaus Aerotáxi Participações.
Menor das seis companhias aéreas autorizadas pela Anac a atuar nacionalmente, a MAP transportou em junho 13.122 passageiros, um salto de 36% ante o mesmo período de 2018, segundo dados da agência. No mês passado, a empresa amazonense viu sua participação de mercado subir 40%, de 0,1% a 0,2%.
Sem a Avianca, a oferta de assentos no mercado doméstico, isto é, para voos com origem e destino dentro do país, teve queda de 9,2% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, ainda que a demanda de passageiros tenha caído menos, em cerca de 4,7%.
Fonte: Exame
