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A Latam Airlines Brasil informou que os seus voos com origem ou destino em Bauru, no interior de São Paulo, e Jaguaruna, em Santa Catarina, estão cancelados e com as vendas suspensas até 1º de maio.
De acordo com a companhia aérea, tal medida foi tomada contra a vontade da empresa, porém, foi necessária em virtude da suspensão do Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC) em ambos os aeroportos. O serviço é considerado um item de segurança fundamental para operações aéreas.
Segundo a Latam, as vendas de bilhetes aéreos, assim como as operações de voos em ambas as localidades, serão restabelecidas somente quando as condições de segurança voltarem à normalidade, com a atuação adequada das respectivas brigadas de incêndio.

“A segurança é um valor imprescindível para a Latam e todas as suas decisões visam garantir uma operação segura. A Latam lamenta os possíveis inconvenientes que esta situação alheia à sua vontade possam causar. Os passageiros afetados pelas suspensões podem efetuar a remarcação ou reembolso integral de seus bilhetes sem custo adicional”, disse a companhia por meio de nota oficial.
Câmara da cidade
Durante a sessão na Câmara, os vereadores pediram uma solução para o impasse que, segundo eles, trará prejuízos ao município.
O presidente da Comissão de Obras da Câmara, vereador Manoel Losila (PDT), conta que foi procurado no fim de março pelos bombeiros civis que já temiam ser demitidos do aeroporto por determinação do Departamento Aeroviário de São Paulo (Daesp).
O vereador participou de uma reunião na sede do Daesp na capital no começo de abril. Porém, dias antes, o departamento aeroviário já havia enviado um ofício explicando os motivos para a diminuição do quadro de funcionários.
No texto, o Daesp informou que estava seguindo normatização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão federal responsável por fiscalizar os aeroportos. Segundo o Anac, a diminuição do quadro não implicaria em problemas às operações das companhias.
Para Losila, o enxugamento de funcionários é um sinal da tentativa de privatização do aeroporto, um dos 20 terminais que devem ser concessionados pelo governo estadual.
“O governo do estado que assumiu este ano tem a missão de fazer a privatização de vários órgãos e o Daesp toma medidas para reduzir em cerca de R$ 2 milhões seu orçamento. Para mim, essa medida faz parte desse projeto [de privatização]”, disse Losila.
Além dos vereadores, o prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta (PSD), também tenta intervir no caso e em contato com o comando do Corpo de Bombeiros local. A ideia, segundo Gazzetta, é viabilizar o trabalho de mais homens nas operações de voos no aeroporto Bauru-Arealva.
Caso não seja possível aumentar o efetivo, já que é preciso um convênio entre a prefeitura e a corporação, o prefeito informou que vai procurar o Daesp e a Casa Civil do governo do estado para que a Latam volte a operar em Bauru.
Outro lado
Em nota, a Latam não deu uma data para retomar as operações no terminal Bauru-Arealva e disse que os passageiros afetados podem remarcar a passagem ou pedir o reembolso integral.
Também em nota, o Daesp reafirmou que “cumpre a rigor a regulamentação prevista pela Anac” e que manteve uma unidade de prevenção a incêndios no terminal, o que “garante a segurança com atendimento durante a operação nos pousos, decolagens e taxiamento”.
A Azul Linhas Aéreas, outra empresa que opera no terminal de Bauru, informou que manteve “normalmente seus voos entre Bauru e Campinas (Viracopos).
A Azul informou que, conforme determinação da Anac, “aeroportos com movimentação inferior a 200 mil passageiros por ano, como é o caso de Bauru, não precisam manter caminhões de combate a incêndio”.
Fontes: Latam / G1
