
A Gol Linhas Aéreas decidiu fazer uma nova estratégia de marketing para o seu novo avião, o Boeing 737 MAX 8, que tem tido sua imagem negativada após dois acidentes com o modelo que vitimaram mais de 300 pessoas na Indonésia e na Etiópia. Os acidentes tomaram a mídia por um “erro de design”, que mudava o ângulo da aeronave na hora da decolagem.
A companhia brasileira por sua vez nunca teve problema com a aeronave, porém decidiu de maneira preventiva suspender os voos com o modelo, antes mesmo da ANAC tomar a decisão.
Desde que chegou na empresa brasileira, o MAX tem sido alvo de grande propaganda. O slogan “MAX: Inteligência para ir mais longe” foi adesivado na aeronave e tem sido usado nas propagandas da companhia.
Em fotos divulgadas nas redes sociais a designação nova já está aplicada no quarto MAX 8 da companhia, o PR-XMD. Agora ao invés do slogan próximo da porta dianteira e da janela do cockpit, está escrito apenas Boeing 737-8.
Atualmente todos as sete aeronaves do modelo que a Gol possui se encontram no Centro de Manutenção da companhia no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em Confins, aguardando uma solução por parte da Boeing.
Encomendas mantidas
A Gol não pretende voltar atrás em seu plano de adquirir 130 novos aviões do modelo Boeing 737 Max para renovar sua frota. A companhia é a maior usuária na América Latina de aviões da Boeing.
Em março, a Gol suspendeu preventivamente o uso de 7 aviões Boeing 737 Max 8, após notícias de dois acidentes aéreos em 5 meses com aviões do mesmo modelo.
“Não vamos rever as encomendas desses aviões. O 737 Max é provavelmente a melhor aeronave já produzida. Já voamos mais de 12 mil horas com esse modelo sem problemas”, afirmou Paulo Kakinoff, presidente da Gol.
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O executivo disse esperar que a Boeing corrija os problemas da aeronave em breve. Ele estima que em algumas semanas os voos com esse modelo serão liberados novamente. Ele considera possível que a liberação aconteça mesmo antes da temporada de férias de julho.
O executivo disse ainda que a companhia está acompanhando recuperação judicial da Avianca Brasil de perto, mas ainda sem participação direta. Kakinoff disse que a empresa faz uma avaliação mercadológica da rival, da mesma forma que avalia todos os movimentos do mercado.
Fontes: Badalo / Valor
