
Sem fazer alarde em suas redes sociais e com a imprensa ausente, a Boeing apresentou o novo jato comercial 777-9 prefixo N-779XW na manhã desta quarta-feira (13), em sua sede em Everett, nos Estados Unidos, em cerimônia informal exclusiva para seus funcionários.
A fabricante suspendeu o evento do rollout oficial após a queda de um 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines, em Nairóbi, na Etiópia. Este foi o segundo acidente envolvendo o novo avião da Boeing em menos de seis meses, o que levou já levou a paralisação de jatos da série MAX em pelo menos 35 países.
A primeira versão da aeronave, o 777-9, é o maior e mais pesado avião comercial bimotor já construído, com 76,7 metros de comprimento e projetado para transportar até 414 passageiros e decolar com peso máximo de 351 toneladas.
Outro destaque da nova geração do 777 são as pontas das asas dobráveis, solução adotada pela Boeing para facilitar a movimentação da aeronave em aeroportos sem a necessidade de adaptações. As asas do 777-9 tem uma envergadura de 71,8 metros – e 64,8 m com as pontas dobradas.

Esta também foi a primeira vez que o 777X apareceu equipado com os novos turbofans GE9X, da General Eletric. Trata-se do maior motor a jato desenvolvido para um avião, com 3,39 metros de diâmetro. Tal porte é semelhante ao diâmetro da fuselagem de um Boeing 737.
A Boeing já soma 358 pedidos de oito clientes pela nova geração do 777. O primeiro operador será a companhia alemã Lufthansa, que encomendou 20 unidades do 777-9. Outras empresas que também vão voar com o 777X são a Qatar Airways, Emirates Airline, ANA e a British Airways.
O voo inaugural do 777-9 está programado para este ano e a primeira entrega para a Lufthansa é prevista para 2020. A Boeing também trabalha no desenvolvimento do 777-8, projetado para embarcar até 365 passageiros e ter autonomia acima dos 16.000 km. A estreia do segundo modelo da nova série 777X é aguardado para meados de 2021.
Fonte: Airway
