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Anac veta entrada de voo de time ao Brasil apesar de jogo marcado

Atualizado 14/3 as 11h59 – O Deportivo Lara só chegará ao Brasil se encontrar uma companhia aérea que esteja credenciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar no território brasileiro. O que não acontece com a Turpial Airlines, empresa venezuelana contratada pelo clube Rojinegro para o traslado entre a cidade de Valencia, no país vizinho, e Confins-MG.

Segundo informações da Anac, a Turpial Airlines está desautorizada a operar no Brasil, e, portanto, descredenciada no sistema do órgão. E foi justamente esse motivo que fez a Anac negar o pedido da companhia aérea para vir ao País para trazer a delegação do Deportivo Lara.

O chefe de imprensa do Deportivo Lara, Ramón Medina, reiterou o motivo da delegação venezuelana não conseguir chegar ao Brasil. “É uma questão de licença aérea do Brasil”, afirmou, negando que o clube esteja fazendo corpo mole para viajar e enfrentar o Cruzeiro, em jogo que, inclusive, aconteceria nesta quarta (13) e foi adiado para esta quinta (14).

Jogo sob risco

E a situação de momento aponta para a não realização da partida. É que seria necessário o Deportivo Lara trocar a empresa aérea Turpial Airlines, desautorizada pela Anac, por uma que tenha permissão de operar no Brasil. O que não está nos planos do clube venezuelano. Pelo menos nesse momento.

O chefe de imprensa do clube venezuelano disse que os dirigentes do Deportivo Lara não estão trabalhando com essa hipótese (arrumar outra empresa aérea) neste momento.

Alternativas

Como o jogo já foi adiado de quarta para quinta, o Cruzeiro buscou alternativas possíveis no intuito de que a partida pudesse ser disputada. A diretoria celeste se prontificou a pagar o combustível da aeronave de Manaus até Confins. O que, apesar da boa intenção, não ajudaria se a empresa continuasse sendo a Turpial Airlines, que não está autorizada a voar no Brasil.

Uma fonte no Cruzeiro ainda citou a possibilidade de um avião decolar do Brasil para buscar os venezuelanos em Valencia, onde a delegação do Deportivo Lara está hospedada. O que poderia viabilizar o jogo.

O jornal Hoje em Dia buscou informações do preço do fretamento de um avião de Valencia, onde está a delegação do Deportivo Lara, até Belo Horizonte. A aeronave sairia do país vizinho com os venezuelanos, traria o grupo à capital mineira para o jogo, e depois retornaria para a Venezuela para desembarcar o clube Rojinegro.

O valor aproximado informado foi de R$ 685 mil, levando-se em conta o trajeto Valencia, na Venezuela, até Belo Horizonte, de acordo com a Geraes Turismo. A empresa mineira é especializada em fretamentos de aeronaves para excursões com torcedores para países da América do Sul. Além de prestar serviço como operadora de turismo, comercializando os tradicionais pacotes de viagens.

Jogo remarcado

A partida entre Cruzeiro e Deportivo Lara, pela segunda rodada do Grupo B da Libertadores, foi marcada pela Conmebol para o dia 27 de março, uma quarta, no Mineirão.

Em nota oficial, a Conmebol informou que a segunda mudança é “excepcional, em razão de que a permissão dos voos da equipe venezuelana não foram expedidas a tempo, apesar de o Deportivo Lara ter realizado todos os trâmites que estavam a seu alcance”.

Inicialmente, o confronto com o Lara estava programado para quarta (13). Entretanto, o time venezuelano não conseguiu um voo no dia para Belo Horizonte. No mesmo dia, a delegação se dirigiu de ônibus à cidade de Valencia – a 200 km de Cabudare, sede do Lara. De lá, a programação era pegar um voo para Manaus e, depois, partir para Belo Horizonte.

De acordo com o regulamento da Copa Libertadores, a equipe visitante tem que chegar à cidade onde a partida será realizada com pelo menos 24 horas de antecedência, exceto em casos de altitude, quando o time pode seguir para o estádio horas antes do jogo. Como o Deportivo Lara não chegou à capital mineira dentro no prazo determinado, o clube venezuelano estaria infringindo as normas da competição. Entretanto, pelo motivo do atraso (crise na Venezuela), foi aberta uma exceção.

Fontes: Hoje em Dia / Globo Esporte

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