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Atuualizado 20:45h – Um passageiro se masturbou e ejaculou em duas mulheres que viajavam ao seu lado durante o voo GLO1751 da Gol com a aeronave Boeing 737-8EH matrícula PR-GUJ que fazia a rota Belém—Brasília, na manhã desta sexta-feira (8/12). Após a aeronave pousar no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, as vítimas registraram boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul.
Segundo informações que constam no boletim de ocorrência, ao chegar a Brasília, o comandante da aeronave, pertencente à Gol, manteve as portas fechadas para impedir a saída do suspeito. Todos ficaram no avião até a chegada da Polícia Federal.
O advogado das vítimas contou ao Correio que, cerca de meia hora depois da decolagem, às 5h, uma das vítimas, que estava na poltrona do meio, acordou ao sentir que o homem havia pegado sua mão e colocado sobre o órgão sexual dele. Ela percebeu também que estava molhada na barriga e pernas com o esperma do agressor. A passageira que viajava na janela também acordou e estava com a perna suja.
Pedido de socorro
As duas começaram a gritar e pedir socorro. Ao saber o que havia acontecido, passageiros se revoltaram e alguns chegaram a tentar agredir o homem. A tripulação transferiu as duas para assentos no início da aeronave e escoltou, durante o restante do voo, o suspeito.
Ainda de acordo com o advogado, o comandante da aeronave, pertencente à Gol, pensou em mudar a rota e pousar em Palmas, mas foi orientado para seguir até Brasília porque no aeroporto da capital de Tocantins não havia unidade policial e judiciária para cuidar do caso.
No Aeroporto JK, ela foram ouvidas por agentes da PF, mas, como não havia delegado no local, elas foram encaminhadas para a 1º Delegacia de Polícia do DF (Asa Sul). “Embora a empresa aérea tenha prestado todo auxílio às vítimas, a Polícia Federal e a Polícia Civil são responsáveis por não dar atendimento especializado a elas, que deveriam ter sido encaminhadas a uma delegacia da mulher”, avalia o advogado.
Para advogado, foi crime
O defensor também se queixa do fato de as vítimas terem prestado depoimento sem a devida privacidade e respeito à delicadeza da situação. Ele critica também o fato de o exame de corpo de delito não ter sido realizado e questiona a tipicação do ato. No boletim de ocorrência, o caso foi registrado como contravenção de importunação ofensiva ao pudor. Para ele, no entanto, o caso deveria ser enquadrado como crime. “Isso confirma que casos assim não são levados a sério e não recebem a devida importância.”
O Correio apurou que o suspeito se encontrava na 1ªDP até o início desta tarde. Segundo agentes da Polícia Civil, ele prestaria depoimento, assinaria um termo circunstanciado e deveria ser liberado em seguida.
A reportagem entrou em contato com a Gol. A companhia aérea afirmou que vai divulgar uma nota sobre o ocorrido.
Gol
A companhia aérea Gol informou, nesta sexta-feira (8), que estuda formas de “banir definitivamente”, de todos os voos da empresa, o homem de 51 anos suspeito de se masturbar e ejacular na passageira ao lado. O caso foi registrado no início da manhã, em uma aeronave que saiu de Belém rumo a Brasília.
O caso é investigado como contravenção de importunação ofensiva ao pudor. À Polícia Civil, ele negou o abuso, e disse que cuspiu durante uma crise de tosse, e acabou atingindo a passageira.
O passageiro foi escoltado por comissários durante o voo, para evitar agressões, e detido no Aeroporto de Brasília. Ao perceber que estava com a roupa manchada, a mulher pediu socorro e foi colocada em um outro assento da aeronave.
A mulher, que tem 32 anos, contou que ambos estavam sentados na fileira 24. Ela teria pego no sono assim que o avião decolou. Meia-hora depois, acordou com o suspeito puxando a mão dela.
“Ainda sem saber o que estava acontecendo, viu a sua mão suja, com cheiro característico da ejaculação. De imediato, se instalou a confusão no interior do avião”, disse a Polícia Civil.
Ação imediata
Em nota, a Gol disse que “repudia veementemente qualquer manifestação de violência como a ocorrida na manhã desta sexta”. Segundo a companhia, a tripulação agiu imediatamente para imobilizar o agressor.
“Paralelamente, o comandante comunicou a Polícia Federal, seguindo para o aeroporto mais próximo onde haveria uma equipe da polícia esperando para efetuar a prisão”, diz a empresa.
Por causa da confusão, o piloto teria esperado a chegada da PF para destravar as portas do avião. Responsável pela administração do aeroporto, a Inframerica disse que o que acontece durante os voos é de responsabilidade das empresas aéreas.
Fonte: Correio Braziliense e G1
