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Helicóptero cai na Região Metropolitana de Belo Horizonte

O helicóptero Guimbal Cabri G2 prefixo PR-EFC caiu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta segunda (11). O acidente desta ocorreu no bairro Chácara Boa Vista, ao lado da escola. Duas pessoas estavam no helicóptero e foram socorridas conscientes.

A Efai informou que o acidente ocorreu durante um voo de treinamento. Estavam a bordo o instrutor de voo da empresa, o comandante Roberto Carlos Belmiro, e o aluno do curso de piloto privado de helicóptero, comandante Alexandre Mitkiewicz.

Leia a nota da escola na íntegra sobre o acidente:

“A EFAI – Escola de Aviação Civil Ltda. vem, com pesar, passar as informações disponíveis no momento a respeito do acidente ocorrido na manhã de hoje (11/04/2022) com uma de suas aeronaves.

A aeronave, um Cabri G2 (PR-EFC), de propriedade da Escola decolou do heliponto EFAI (SNHN) por volta das 08h35 para um voo de treinamento, tendo a bordo o Cmt. Alexandre Mitkiewicz, aluno do Curso de PPH (Piloto Privado de Helicóptero); e o Cmt. Roberto Carlos Belmiro, Instrutor da EFAI.

Logo após a decolagem, por problema ainda não identificado e que será fruto de investigação pelo órgão competente, a aeronave não obteve o ganho de altura esperado. o instrutor buscou, então, efetuar um pouso de precaução no pátio de uma transportadora localizada no eixo de decolagem. A aeronave entrou em giro e, antes do choque com o solo, colidiu com sua cauda em um dos caminhões estacionados no pátio.

A aeronave sofreu danos graves. A integridade física dos ocupantes, no entanto, foi preservada graças às características anti-crash do Cabri. Tanto aluno quanto instrutor sofreram apenas ferimentos leves, tendo sido retirados conscientes da aeronave e, posteriormente, sido removidos para o Hospital João XXIII para exames mais detalhados.

O Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – SERIPA III foi informado e está preparando uma equipe para se deslocar do Rio de Janeiro (sua sede) para Contagem com o objetivo de realizar a ação inicial no local do acidente, atividade que deverá ocorrer amanhã. A EFAI providenciou a guarda do local como forma se preservar indícios que certamente irão auxiliar na investigação. Após essa ação inicial, segue-se a investigação conduzida por uma Comissão formada por oficiais, graduados e técnicos do SERIPA III visando levantar os fatores contribuintes para o acidente, com vistas à prevenção de outros semelhantes.

A aeronave está com seu certificado de aeronavegabilidade válido e estava sendo operada dentro dos limites de peso e balanceamento para as condições ambientes reinantes no momento do acidente. Os pilotos estão com as respectivas habilitações e certificado médico aeronáutico também válidos.

Merece destaque a pronta resposta dos órgão acionados pelo PRE (Plano de Resposta à Emergências) da EFAI. Ao ser informada a ocorrência ao APP-BH (Centro de Controle de Aproximação de Belo Horizonte – Órgão do Departamento de Controle de Tráfego Aéreo), este desencadeou as ações de atendimento à emergência, prontamente atendidas pelo Corpo de Bombeiros, também acionado pela Coordenação do Centro de Gerenciamento de Crise da EFAI. Em poucos minutos chegaram ao local uma ambulância do Corpo de Bombeiros e uma aeronave do BOA – Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de MG. Também estiveram presentes no local duas ambulâncias do SAMU, que foi acionado pelo pessoal da transportadora logo após a queda da aeronave. Em conjunto, as Unidades presentes prestaram o atendimento pré-hospitalar aos tripulantes, provendo também todo o apoio necessário à sua posterior remoção.

A EFAI encerra essa nota reforçando sua crença de que o nível de Segurança de Voo das aeronaves em geral, e dos helicópteros em particular é, significativamente, dependente da formação inicial do piloto. E, dessa forma, reforça também a importância que a Segurança de Voo sempre teve, e continuará tendo, em suas operações.”

Acidente em 2016

O helicóptero que caiu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já havia se acidentado na mesma cidade em 2016, também com uma instrutora e um aluno dentro.

Conforme o órgão, a ocorrência aeronáutica envolvendo a aeronave foi registrada como “perda de controle em voo”. O caso foi registrado no dia 16 de setembro de 2016.

“A aeronave decolou do heliponto da Efai (SNHN) com destino ao mesmo local para voo de instrução, com dois tripulantes a bordo. Logo após a decolagem, a aeronave colidiu contra alguns galhos de vegetação e, após, colidiu contra o solo. A aeronave teve danos substanciais. Os tripulantes sofreram ferimentos leves”, informa o histórico daquela ocorrência.

A Efai – Escola de Aviação Civil confirmou o acidente e alegou que o relatório já foi finalizado pelo Cenipa.

Veja quais foram as recomendações emitidas no ato da publicação do relatório:

“À Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), recomenda-se:

A-120/CENIPA/2016 – 01 Emitida em: 10/05/2018

Atuar junto ao administrador do aeródromo, a EFAI – Escola de Aviação Civil Ltda., a fim de que aquela organização reavalie as condições de segurança relativas às operações noturnas realizadas a partir do heliponto SNHN, tendo em vista a existência de obstáculos nas proximidades e de um único eixo de decolagem e aproximação.

A-120/CENIPA/2016 – 02 Emitida em: 10/05/2018

Atuar junto à EFAI – Escola de Aviação Civil Ltda., a fim de reavaliar a adequabilidade do Manual de Gerenciamento de Segurança Operacional (MGSO) daquele operador, sobretudo no que diz respeito aos processos de gerenciamento do risco adotados em razão da presença de obstáculos nas proximidades do heliponto, localizado na sede da empresa, SNHN”.

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